Considerada a maior facção criminosa do país, o PCC (Primeiro Comando da Capital) já manda recados, através de notas, que quer tomar o domínio de todas as rotas de tráfico e pontos de venda de drogas, tanto fora como dentro de presídios, o que já vem acontecendo nos últimos dias. Pelo menos 15 Estados do País já se encontram em alerta. Duas rebeliões e confrontos entre presos de gangues rivais ocorreram este mês em penitenciárias no Amazonas e Roraima, com o total de 88 mortos.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, o PCC está em campanha para o domínio do tráfico organizado em todo o País. Nos últimos dias, os assassinatos fizeram as autoridades promoverem a transferências de presos e separar as gangues rivais para tentar conter a violência.

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O fim da trégua

Não se sabe ao certo quem rompeu o acordo de paz entre as facções, mas desde o rompimento da trégua do PCC com o Comando Vermelho e outras facções, já foram afetados penitenciárias no Amazonas, Roraima , Rondônia, Acre, Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo. O levantamento foi feito pelo site do UOL com base dados fornecidos pelo governo e sindicatos de agentes penitenciários.

Em Roraima, por exemplo, uma chacina deixou 33 detentos mortos, no último dia 6, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista. É a mesma cadeia onde em outubro foram assassinados outros dez presos. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que o que está acontecendo é apenas um acerto de contas entre internos.

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Neste sábado (7), foram encontrados mais dois corpos enterrados na cadeia de Boa Vista, em uma área chamada pelos detentos de "cozinha", local onde os presos vivem em barracas improvisadas, uma ao lado da outra.

Entre os 56 assassinados no Complexo do Compaj, em Manaus (Amazonas), a maioria dos mortos era do PCC. Os fatos apontam que os executores são do Comando Vermelho, que agiu em conjunto com a FDN.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, a guerra entre facções está só no início. O PCC divulgou que rompeu os acordos de paz com todas as outras facções menores e agora luta pela supremacia em todas as áreas de venda de armas e drogas.

A relação entre PCC e CV

Antes do rompimento da trégua, detentos integrantes do PCC conviviam normalmente com integrantes do CV, chegando até mesmo a dividir celas sem que houvesse grandes transtornos. Após o rompimento, há vários relatos de mortes tanto do lado do CV como do lado do PCC.

Como medida de segurança, os presos do PCC estão sendo separados dos detentos do CV, chegando até mesmo a vários serem transferidos para outras unidades. #2017 #Ataque #Crime