Até mesmo o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, já avisou que a ligação entre a Família do Norte (FDN) e as Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, é mais estreita do que muitos pensam. A Revista Veja e o jornal 'O Globo' fizeram reportagens que traçam os perfis das duas organizações e não só, como atuam também outras siglas do #Crime, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) na América do Sul. O Paraguai, por exemplo, tem medo que os conflitos entre o PCC e o CV cheguem até o seu território. No entanto, o que preocupa mesmo é o terrorismo à brasileira.

Presos gravaram vários vídeos dizendo que, caso as autoridades não obedecessem seus pedidos, eles poderiam invadir casas do Amazonas, por exemplo.

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Foi lá que aconteceu a maior rebelião do início do ano em presídios brasileiros. A Secretaria de Segurança do Amazonas estuda a relação das Farcs nesse atitude. Atualmente, o modo de operação do grupo guerrilheiro da Colômbia ainda é parecido com o que era feito com Pablo Escobar, no início da década de 1990. As principais ameaças seriam possíveis atentados com bombas ao Brasil. Eles seriam feitos pelos bandidos locais e visariam agentes públicos importantes. Tudo para chamar a atenção e colocar medo na sociedade, é claro.

O governo do Amazonas tem informações, inclusive, de um suposto plano que visaria atacar seu secretário de segurança pública, Sérgio Fontes. Os planos envolvem todos os brasileiros, pois mostram como o sistema de segurança no país é bastante frágil. Por conta das rebeliões do Norte do país, estados como Rio de Janeiro e São Paulo ficaram em alerta máximo.

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Enquanto isso, a segurança de certas penitenciárias ficou ainda mais atenta, evitando que algo de fora do normal possa acontecer. O medo é que pessoas inocentes, que não tem nada a ver com a guerra entre bandidos e o poder público possa fazer vítimas inocentes.

Atualmente, já se desconfia, por exemplo, que as Farcs venderiam equipamentos pesados aos presos brasileiros, como fuzis AK-47.