Com o acompanhamento de diversos veículos de imprensa do país, o empresário Eike Batista foi preso pelos agentes da Polícia Federal assim que seu avião pousou em solo nacional, às 10 horas desta segunda-feira (30).

O voo que trazia o empresário chegou de Nova York e aterrissou no Aeroporto Internacional Tom Jobim às 9 horas e 54 minutos.

Eike é acusado de pagar propina a agentes públicos em troca de contratos para obras de infraestrutura no Estado do Rio de Janeiro. Ele deveria ter sido um dos presos da Operação Eficiência, executada na semana passada, como segunda fase da Operação Calicute, um desdobramento da Lava Jato.

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O empresário era tido como foragido da Justiça, após ter viajado a Nova York dias antes dos mandados de prisão serem executados.

Na noite deste domingo (29), a um repórter da TV Globo ele disse que está à disposição da Justiça e viaja para “passar algumas coisas a limpo, como é seu dever”. As palavras foram ditas momentos antes dele embarcar para o Brasil.

Eike viajou sozinho e o embarque ocorreu por volta de meia-noite. Na breve entrevista ele se esquivou da pergunta se era ou não inocente. Também negou que pudesse ter pensado em ir para a Alemanha, onde tem cidadania. O país não tem acordo de extradição com o Brasil e o temor das autoridades brasileiras era de que o empresário não retornasse mais para responder às acusações.

Eike disse ainda que foi a Nova York a trabalho, como faz várias vezes por ano, e que vai mostrar “como as coisas são”.

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Assim que chegou no Brasil, o empresário desembarcou antes dos demais passageiros, ainda no pátio de manobras das aeronaves. Ele foi levado na sequência para o Instituto Médico Legal (IML), para exames de rotina antes de ser levado a um presídio.

Aliás, o presídio em que o empresário poderia ser recolhido foi o objeto de negociação entre seus advogados e as autoridades brasileiras. Os defensores queriam que Batista fosse para um presídio especial. Mas como ele não tem curso superior, esse benefício lhe foi negado.

O Ministério Público Federal diz ter indícios fortes para enquadrar Batista por corrupção ativa. Ele é acusado de pagar R$ 16 milhões (R$ 52 milhões) de dólares ao então governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, em troca da preferência na execução de obras públicas.

#Crime #Casos de polícia