Adonai Leocádio da Silva, de 18 anos, foi preso em flagrante no sábado dia 7 de janeiro, após ter matado um homem a facadas numa região bastante violenta de Manaus.

Até então, uma condição normal de prisão, até porque o preso confessou o crime ao jornal "A Crítica" da cidade. Entretanto, um vídeo divulgado nas redes sociais chamou a atenção. O vídeo, de cerca de 40 segundos, apresenta Adonai Leocádio algemado e dominado por, supostamente, policiais do estado do #Amazonas, que afirmam que o bandido é do PCC.

No vídeo pode-se notar um banner com a logo da Polícia Militar do estado do Amazonas.

O suposto policial pressiona o assassino a confirmar sua ligação com o PCC, inclusive dizendo: "Olha ai Zé Roberto".

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Zé Roberto seria o José Roberto Barbosa, ou Zé Roberto da Compensa, líder e fundador da #FDN (Família do Norte), facção criminosa ligada ao CV e rival do PCC (Primeiro Comando da Capital).

No vídeo ainda o interlocutor de Adonai diz que o PCC tem que cortar mais uma cabeça, fazendo alusão ao massacre recente no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), que vitimou 56 bandidos do PCC no interior do Amazonas.

O assassino confesso se desespera ao ser associado ao PCC. A todo momento diz: "É FDN. FDN". Entretanto, os interlocutores mostram um numero tatuado (ou escrito) em seu peito e uma inscrição de PCC em suas costas, nitidamente feita pelos supostos policiais.

A corregedoria da Polícia Militar do estado disse que apurará a possível participação de policiais militares no vídeo e, se confirmada, aplicará as punições cabíveis em lei.

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O Jornal "A Crítica" também procurou o secretário de segurança do estado, que alegou não comentar por desconhecer o episódio.

A segurança pública no estado do Amazonas vive o momento mais crítico de toda sua história após o #massacre no primeiro dia do ano, expondo a fragilidade de todo o sistema frente ao crime organizado.

Diversas denúncias de envolvimento de autoridades com a Família do Norte, culminando inclusive com a exoneração do diretor interino do presídio onde ocorreu o massacre, são indícios de que a União deve intervir no que lhe tange e ficar alerta, pois existe a possibilidade de outros massacres em presídios.