O Policial Militar Douglas Vieira, de 28 anos, tirou a própria vida na noite de sábado (28), durante transmissão ao vivo através do Facebook. Há seis anos na #PM, Douglas tinha histórico de depressão e chegou a tentar #Suicídio no passado, por meio da ingestão de remédios com bebida alcoólica.

Morador da Zona Norte do #Rio de Janeiro, ele estava passando por problemas financeiros devido ao atraso nos pagamentos dos servidores do estado e havia se separado da esposa há cerca de um ano. Segundo a ex-mulher, Rayane Cristina dos Santos, de 25 anos, com quem tinha uma filha de 1 ano e 3 meses, Douglas já fora internado quatro vezes na ala psiquiátrica do Hospital Central da Polícia Militar.

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Em entrevista ao jornal Extra, Rayane contou ainda que recebeu uma ligação do ex-marido cerca de 20 minutos antes do ocorrido. Ele disse que iria se matar, mas Rayane não acreditou, por se tratar de algo que ele havia falado outras vezes.

Douglas estava de folga, sozinho em sua casa, em Brás de Pina. No vídeo, ele deita em sua cama e, aparentando ter consumido bebida alcoólica, fala com certa lentidão. Ele então avisa a "quem não tem estômago" para sair da transmissão, antes de apontar a arma para sua cabeça e atirar. O Facebook apagou o vídeo da página de Douglas, mas diversos conhecidos e familiares assistiram, atônitos, ao ato de desespero do PM.

Seu amigo Clenilson Cruz também falou à equipe do Extra e afirmou que ele andava extremamente triste, não só por conta das dívidas que vinham se acumulando pelo atraso do salário, mas também por estar passando pelo processo de divórcio.

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Douglas fazia bicos como segurança para conseguir dinheiro.

O suicídio de Douglas Vieira não é o primeiro a ser transmitido ao vivo pelas redes sociais. Ele faz parte de uma lógica do espetáculo, em que cada segundo da vida das pessoas é transformado em um verdadeiro evento registrado com celulares ou câmeras. Nas redes, as pessoas constroem as próprias narrativas, editando conforme a vontade, na tentativa de fazer com que momentos do cotidiano sejam vistos como extraordinários.

A morte e o suicídio, tabus sobre os quais as pessoas evitam falar, tornam-se, também, eventos capturados por lentes sempre disponíveis. É de se esperar que ainda choquem, mas a tendência à banalização pode fazer com que o suicídio deixe de ser um "assunto proibido" e passe a ser comum demais para se discutir a respeito.