A situação nos presídios do Amazonas é caótica. Após uma rebelião que durou 17 horas em uma das unidades prisionais, duas outras tiveram conflitos sérios. A última delas aconteceu no Centro de Detenção Provisória Masculino da capital do estado, Manaus. Até às 19h30, o motim ainda continuava, mas o governo dizia que a situação estava controlada. A secretaria do estado disse o mesmo no maior dos conflitos, que gerou 55 mortes. Essa é a maior tragédia em um presídio desde o conflito que aconteceu no Carandiru, no ano de 1992. Naquela ocasião, o número de falecimentos chegou a 111 e mudou a forma de como se agir em uma rebelião.

No caso do Carandiru, o que gerou a maior parte das mortes foi a invasão dos policiais do estado de São Paulo.

Publicidade
Publicidade

Até por isso, o posicionamento dos agentes do Amazonas foi bem diferente. Eles esperaram a situação ficar mais calma para agir. Um juiz foi chamado pela Secretaria de administração penitenciária. Ele fez uma publicação no Facebook, na qual diz que nunca viu nada do tipo. O magistrado já havia antecipado que o número de mortos seria difícil de ser apurado. Isso porque a maioria dos cadáveres estava esquartejado ou sem cabelas. Os falecimentos chegaram a ser divulgados em mais de 80 pelo R7, mas depois esse número foi diminuído.

Segundo o jornal 'O Globo', para transportar os restos mortais dos presos, o governo contratou um caminhão frigorífico, acostumado a carregar pedaços de carnes bovinas. Não se sabe ao certo o que gerou os conflitos, mas se fala que um dos motivos seria um grupo criminoso local, uma espécie de PCC.

Publicidade

Ele estaria coordenando tudo. Pelo menos trezentos presos teriam fugido. Alguns até fizeram postagens no Facebook zombando da saidinha, o que pode ajudar a polícia a encontrá-los.

Veja abaixo o vídeo que mostra uma ampla reportagem da Globo News mostrando como foi a selvageria em presídio do Amazonas. Na sua opinião, em casos como esse, como a polícia deve agir? Deixe o seu comentário. Ele é sempre muito importante para todos nós.

#Crime