Uma rebelião começou por volta das quatro e meia da tarde, no horário de Brasília, no principal presídio do Rio Grande do Norte, a Penitenciária Estadual de Alcaçuz. De acordo com informações do governo, há pelo menos três presos decapitados. As três cabeças foram jogadas do lado de fora do pátio de Alcaçuz, como mostra a imagem desta reportagem. A Secretaria do estado confirma o motim e diz que ele não foi controlado. Em contato com a imprensa, Zemilton Silva, que coordena a administração penitenciária do estado, afirma que a agitação é de proporções grandes. Ao que se sabe, presos que são do pavilhão 1 conseguiram sair de suas selas e invadiram os detentos do pavilhão 5 da penitenciária.

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Esses pavilhões seriam de facções rivais, que ainda não foram denominadas pelas autoridades.

A assessoria da Polícia Militar diz que seus agentes aguardam do lado de fora do presídio. O Rio Grande do Norte é o terceiro estado a ter uma grande rebelião no começo deste ano. O primeiro foi o Amazonas, que registrou 56 mortes. O segundo foi Roraima, que teve mais de 30 falecidos. A maioria das mortes foi por esquartejamento ou decapitação. As facções envolvidas nos dois primeiros motins são a Família do Norte (FDN) e o Primeiro Comando da Capital, o PCC. Em vídeos publicados na web, os presos juram que a barbárie não vai parar. O governo diz que está tudo "sob controle".

Veja abaixo um vídeo que mostra como está a rebelião do lado de fora do presídio. Nas imagens, muita gente, além dos próprios policiais, está esperando por notícias.

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Os dados, no entanto, ainda são bastante confusos. Até o fechamento desta reportagem, por volta das 22h15, no horário de Brasília, o motim continuava no presídio. Na sua opinião, o que pode ser feito para tentar controlar esse tipo de situação orquestrada pelo #Crime? Não esqueça de deixar seu comentário. Ele é sempre muito importante para todos nós e ajuda a criar um diálogo a respeito de temas importantes, como o apresentado ao longo dessa reportagem sobre a rebelião no Rio Grande do Norte.