Na manhã desta sexta-feira, a Secretaria de Justiça e Cidadania de #Roraima informou a ocorrência de um massacre no maior presídio do estado, a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, localizada na zona sul da capital Boa Vista, que deixou pelo menos 33 mortos. Novas informações divulgadas por um jornal local indicam que, assim como ocorreu em Manaus, muitos presos foram esquartejados e decapitados.

Também há informação de que muitos dos presidiários mortos tiveram seus corações arrancados e os corpos jogados nos corredores que dão acesso às alas. Aparentemente a barbárie é mais um capítulo na guerra de facções que vem ocorrendo nos presídios do norte do Brasil.

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De um lado está o PCC e, do outro, a Família do Norte (FN) apoiada pelo Comando Vermelho (CV).

Este não é o primeiro caso de mortes ocasionadas por briga entre facções neste mesmo #Presídio. Em outubro do ano passado, uma rixa entre o PCC e o Comando Vermelho foi responsável por 10 mortes. Na ocasião pelo menos três presos foram decapitados.

Terceiro maior massacre em presídios do Brasil

Desta vez a situação é ainda pior e a chacina ocorrida no presídio de Boa Vista é considerada o pior #massacre da história do sistema penitenciário do estado de Roraima e o terceiro da história do Brasil. O número só é menor do que aquele ocorrido na chacina do Carandiru (111 mortos) e do caso mais recente no Complexo Anísio Jobim, em Manaus (56 mortos).

Segundo o Jornal Folha de Boa Vista, de Roraima, todos os mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo seriam integrantes da facção criminosa PCC de São Paulo.

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Cerca de 90% dos presos na instituição pertencem à essa facção. Atualmente, o presídio tem 1200 presos, o dobro de sua capacidade.

Os executores da chacina teriam invadido a Ala 5 após quebrarem os cadeados. Eles também invadiram a cozinha e o cadeião, onde ficam presos menos perigosos. Não há informações sobre fugas.

Devido a esse novo massacre, o ministro da Justiça e Cidadania Alexandre de Moraes deve desembarcar no estado na tarde desta sexta-feira, 6. Ele vai se reunir com a governadora Suely Campos para discutir a situação e, em seguida, as autoridades darão uma entrevista coletiva no Palácio do Governo.