O diretor da Coordenaria de Administração Penitenciária (Coape), Zemilton Pinheiro, teve uma atitude que revoltou os #presos em duas unidades prisionais de Natal, Rio Grande do Norte. Após tumultos registrados devido a uma tentativa de fuga no Centro de Detenção Provisória (CDP), na Ribeira e de apreensões de celulares e cachaça artesanal na unidade Potengi, o diretor decidiu suspender as visitas íntimas que aconteciam toda quarta no #Presídio. Chamada pelos presos de "quarta-sexy", essas visitas eram o momento mais esperado por eles.

Revoltados com a suspensão, os detentos começaram a quebrar as coisas, mas a diretora da unidade Potengi, Anne Karina, afirmou que a situação já foi controlada.

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A apreensão dos objetos pelos agentes foram realizados na manhã de terça-feira (10). Já a tentativa de fuga dos presos foi na segunda-feira (09). Os agentes perceberam a movimentação dos presos que cavaram um túnel para fugir. Ninguém ficou ferido.

Grave crise

Diante da grave crise do setor penitenciário, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, quer que as visitas dos advogados de chefes das facções sejam monitoradas e se possível gravadas. De acordo com o ministro, não adianta nada bloquear celulares e permitir visita íntima sem que o Estado possa ter acesso. "Temos que fazer igual nos outros países", disse o ministro.

Segundo Moraes, as mudanças no sistema prisional não tem como serem rápidas, mas aos poucos será estabelecido novas regras para evitar as matanças, como ocorreu em Manaus e Boa Vista.

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Superlotado

O ministro da Justiça disse que mesmo com a morte de 99 presos em uma semana, a situação dos presídios não saiu de controle. "Temos uma grande crise no setor, devido a superlotação, mas não podemos dizer que saiu de controle porque 650 mil presos estão sob a guarda dos Estados, que está fazendo de tudo para evitar novas rebeliões", disse Moraes.

De acordo com o ministro, as facções são um dos problemas a serem resolvidos, porém, não é o único. É necessário mais presídios e um novo sistema de penas alternativas. #Prisão