A disseminação do discurso de ódio está se aflorando na internet de forma preocupante. A cada dia de navegação em redes sociais como o Facebook, é mais comum encontrarmos pessoas proferindo xingamentos de extermínio e de violência contra a população marginalizada no Brasil. Essa população, composta majoritariamente por negros, pardos e pobres, vivem à mercê de pessoas com graus mais elevados de estudo e de vida socioeconômica.

Essa discussão é o algoz do Brasil para que seja feita uma transformação social no país. Enquanto o presidente Michel Temer acredita que a solução para o encarceramento de pessoas é a construção de mais presídios, outras instituições como a Anistia Internacional acreditam que o sistema deve ser humanizado.

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Outro contraste entre pensamentos distintos sobre a sociedade brasileira foi o caso da chacina em Mogi das Cruzes. O assassino que matou doze pessoas incluindo seu filho, deixou cartas e recados fascistas com discurso de ódio e extermínio.

Muitas pessoas fazem uma ligação direta desses assassinatos com o empoderamento de um discurso conhecido como extrema direita. De forma simbólica, esse discurso pode ser representado pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). Pelo menos parte das pessoas que ostentam tal discurso considera-se representada pelo político, como é o caso do professor de história de Alvorada no Rio Grande do Sul. Veja a postagem:

O professor de história Fabio Fabiano Lorenzon Valer fez um comentário considerado fascista diante de uma postagem do jornal alemão Deutsche Welle em sua versão brasileira.

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O jornal fez um post com uma matéria sobre a carnificina que aconteceu em Manaus, onde 56 vidas foram tiradas de forma brutal.

A página do jornal no Facebook fez uma matéria sobre a chacina de Manaus, alertando que ela poderia voltar a acontecer. E aconteceu. Em Roraima, 33 presos foram mortos em nova chacina nesta sexta-feira (06) no maior presídio do estado.

O professor aproveitou o post realizado pelo jornal alemão para proferir um discurso de ódio contra pobres. Fábio mostrou-se insensibilizado com a morte de dezenas de pessoas, "pobre não pode ter filhos. Controle de natalidade já! #Bolsonaro2018", finalizou o professor.

O discurso do professor demonstra algo acima da liberdade de expressão. Ao dizer que pobre não pode ter filhos, o professor está sendo preconceituoso com grande parte da população brasileira. Segundo informações divulgadas no Facebook, o professor começa sua gestão de diretor da Escola Podalírio Inácio de Barcellos, em 2017. A escola pública do estado terá um diretor com um discurso destoante do sistema de educação brasileira pública, composta, em sua maioria, por negros e por pobres que não possuem condições de colocar seus filhos em escolas particulares. #Bolsonaro 2018 #fascismo na internet #racismo na internet