O empresário João Lyra, proprietário da aeronave que caiu em Santos, no Litoral de São Paulo, e matou entre outras pessoas o então governador Eduardo Campos (PSB), fechou um acordo para delação premiada dentro da Operação Turbulência.

Não há data para o início dos depoimentos, que serão tomados pelo Ministério Público Federal. Até o momento, Lyra é apontado como elemento fundamental dentro das investigações, pois tem muito a acrescentar em termos de informações.

Ele é apontado pelos delegados federais e promotores como o homem incumbido de coletar e entregar a propina das construtoras ao governador. Essas propinas seriam fruto do superfaturamento em contratos de obras de infraestrutura com o poder público estadual.

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Tudo começou quando os investigadores começaram a farejar quem eram os donos do jato. Eles descobriram que eram empresas de fachada, que foram usadas como uma maneira de lavar dinheiro sujo.

Parte dos dados coletados pela Operação Turbulência foram, inclusive, compartilhados com a força tarefa da Lava Jato, já que no meio das transações ilegais há repasses da Camargo Correia e da OAS.

Estas contribuições para a campanha de Campos seriam oriundas de desvios de construções ligadas à Petrobrás e também vinculadas às obras de transposição do Rio São Francisco.

Além de João Lyra, outros dois empresários, vistos como os líderes do esquema, também fecharam acordos para depoimentos. São eles: Eduardo Bezerra Leite e Apolo Vieira.

Os acordos de delação premiada foram alvos de reportagem do jornal ‘O Estado de S.

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Paulo’. Para o veiculo, a Camargo Correia ressaltou que está colaborando com as investigações. Já a OAS não respondeu ao jornal.

O PSB, partido do governador falecido, sempre ressaltou a atuação lícita e íntegra de Campos e a confiança no trabalho dos órgãos que atuam nas investigações para que a verdade seja apurada.

Ainda conforme o ‘Estado de S. Paulo’, no total, dezoito pessoas estariam envolvidas nos atos ilícitos investigados no âmbito da Operação Turbulência. #Crime #Política