Há alguns meses talvez você tenha visto um sabor exótico da batata #Ruffles nos mercados. Trata-se do sabor "#feijoada". Entretanto, o produto gerou uma polêmica na internet pela propaganda ser feita com um homem negro. Os internautas fizeram chover reclamações contra a empresa PepsiCo, dona da marca Ruffles. A grande questão era por que um negro estampar a capa de um sabor como #feijoada e não, por exemplo, a de calabresa, ou #calabreonda? Foi feita campanha para boicote ao produto, além de sua retirada definitiva do mercado.

O sabor feijoada, que utilizou como nome comercial #feijuuuca, foi sugerido por Reginaldo Moraes, de 44 anos, que aparece na estampa da embalagem da batata.

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Este sabor, inclusive, foi o mais votado pelos internautas e a PepsiCo passou a se produzida, cumprindo o regulamento da promoção.

Moraes, que mora em Quitandinha, zona rural no Paraná, ficou sabendo da repercussão e falou também sobre o assunto. Ele se assustou com a reação do público e disse que quem criticou está totalmente enganado na alegação de #Racismo. Explica que se ele está estampando a embalagem, é por mérito do próprio que foi mais criativo que milhares de concorrentes. Ele escolheu o sabor, a cor da embalagem e, em conjunto com o marketing da empresa, a palavra #feijuuuca.

Os outros dois sabores que se classificaram com a "feijoada" para final foram burrito e calabresa e também tiveram seus autores estampados nas embalagens. Moraes disse que os filhos adoraram o produto e a campanha e é isso que importa.

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O que os internautas veem como um demérito, na verdade, é um grande sucesso na vida da Moraes, que competiu com vários concorrentes e venceu com o sabor mais votado pelo público.

A PespiCo afirmou em nota que é uma empresa global e que apoia a diversidade, a inclusão e que jamais cometeria um ato racista. Ainda explica que em 2016 lançou uma campanha chamada "Faça-me um Ruffles", onde o próprio internauta tinha a liberdade de sugerir sabores exóticos à companhia. Seria feita uma escolha e seriam eleitos três sabores para entrarem em produção.

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) chegou a receber várias denúncias sobre a campanha e contra o produto, pedindo que o retirassem do mercado por pregar o racismo e difundir a segregação racial. O Conar analisou o caso e encerrou-o por unanimidade. A entidade respondeu dizendo que era hora de deixar os exageros de lado e usar o bom senso ao avaliar o que de verdade é preconceito e racismo.

Essa semana o assunto racismo esteve em alta também num caso que chocou o país onde o apresentador Marcão, da Record, chamou a cantora Ludmilla de “pobre” e “macaca.