A cidade de Bauru ficou em estado de alerta na tarde desta terça-feira, 24 de janeiro, depois que 152 presos fugiram, pela manhã, do Centro de Progressão Penitenciária (CPP3), localizado na zona rural do município. Felizmente, até as 18h50 minutos, 100 detentos foram capturados.

O medo fez com que o comércio de Bauru fechasse as portas e muitos habitantes deixaram de circular, tendo ocorrido diminuição até mesmo no tráfego nas rodovias ao redor do município.

A #Rebelião teria se iniciado depois que um dos presos foi flagrado com um telefone celular, fazendo com que os demais se voltassem contra os agentes após a abordagem, segundo informou Gilson Pimentel Barreto, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários.

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Depois de atear fogo em colchões e em outros pontos nos pavilhões, houve a fuga em massa.

Aparentemente, o ocorrido não tem qualquer ligação com as rebeliões ocorridas no Norte e Nordeste do país, embora a grande parte dos indivíduos ali detidos possa estar sob influência direta ou indireta do Primeiro Comando da Capital (PCC). A instituição, que funciona em regime semiaberto, tem capacidade para 1124 presos, mas abrigava 1427, situação vista em todos os presídios do país.

Segundo nota da Polícia Militar, a situação está controlada, contudo, há fugitivos que ainda precisam ser encontrados. Felizmente, não foram feitos reféns em nenhum momento do ocorrido.

Como dois pavilhões foram quase destruídos após a rebelião, restando apenas um pavilhão com condições para abrigar os presos, a Secretaria de Administração Penitenciária decidiu pela transferência de aproximadamente 800 detentos, que serão removidos para outros presídios no estado.

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Os líderes do motim foram identificados e vão responder em regime fechado pelos crimes de formação de quadrilha e dano ao patrimônio público.

Em declaração à imprensa, o Coronel Airton Martinez, comandante da 4ª seção do Comando Policiamento do Interior, afirmou que não há, entre os presos, ligação com o crime organizado, uma vez que muitos ali estão se aproximando do fim de suas respectivas penas. #Violência