O Centro de Progressão Penitenciária (CPP) 3, o antigo IPA, em #Bauru/SP, registrou na manhã de hoje (24) uma fuga em massa de quase 200 presos.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, até o início da tarde, a polícia havia capturado 79 dos foragidos.

Até o momento não há notícia de mortes na penitenciária e, segundo o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, Tenente Coronel Kitazume, a situação dentro da penitenciária está controlada, não há outras rebeliões nos demais presídios da cidade e a polícia trabalha para capturar os demais foragidos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os internos colocaram fogo no setor de alojamentos do CPP3, e o incêndio começou a se espalhar pelo prédio, mas as chamas já foram controladas.

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O atual Centro de Progressão Penitenciária 3 (CPP3) Prof. Noé Azevedo, de Bauru, está localizado no km 349 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) - Bauru-Marília. A maioria dos detentos cumpre pena por crimes relacionados ao tráfico de drogas, mas também há condenados por homicídio, roubo e furto em regime semiaberto. CPP3 é uma das 136 unidades prisionais e um dos 15 centros de progressão penitenciária do Estado.

Bauru ainda conta com outros dois CPPs e um Centro de Detenção Provisória (CDP).

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop), o motim teria começado depois que um agente viu um preso usando um telefone celular e tentou apreender o aparelho. Os outros presos da ala se revoltaram.

Caos na cidade

A fuga em massa deixou um verdadeiro caos na cidade.

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Alguns detentos roubaram carros para escapar e houve perseguição. De manhã, moradores relataram tiros disparados durante o cerco aos fugitivos, mas a PM informou que não houve feridos com gravidade.

As empresas das imediações do CPP fecharam os portões e ao menos 60% das lojas do centro da cidade baixaram as portas. Taxistas abandonaram os pontos, temendo serem rendidos.

Os shoppings de Bauru seguem abertos, mas com alerta reforçado em segurança. Até porque alguns detentos, nas ruas, fizeram ameaças a quem encontravam pela frente.

Escolas municipais remanejaram funcionários para outras unidades. #Presídio #Rebelião