Na tarde do último domingo (01), uma rebelião estourou no maior presídio do Amazonas, deixando cinquenta e seis presos mortos. A ação dos criminosos durou cerca de dezessete horas, nesse tempo eles ficaram sem nenhum tipo de controle. Na confusão cerca de cento e vinte presos conseguiram fugir. Eles possuíam facões, bastões, e inúmeras armas de fogo, com as quais entraram em conflitos com a polícia e entre si mesmos. A situação de violência extrema ficou incontrolável, e só terminou depois de muitas horas de negociações e intervenções da polícia. Ao que tudo indica a situação no Complexo Penitenciário Anísio Jobim já era incontrolável quando, duas facções criminosas adversárias decidiram brigar uma contra a outra.

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Para isso alguns detentos que estavam em regime fechado conseguiram cavar um buraco na parede e invadir a área em que estava a gangue rival. No meio do tumulto doze agentes penitenciários foram feitos reféns. A polícia divulgou os áudios em que diversos agentes pedem por reforços, dizendo que inúmeros presos estavam evadindo e que a situação estava muito ruim. Depois de cerca de dezesseis horas de negociações com representantes da Secretaria de Segurança e da OAB, os presos entregaram as armas e liberaram os reféns.

O saldo do massacre é aterrador, a maioria dos presos mortos foram esquartejados, mutilados e decapitados. Para o Luiz Carlos, Juiz da Vara de Execução Penal, as imagens dos corpos empilhados e esquartejados foi uma das piores coisas que viu na vida. Os carros do IML que só puderam entrar no presídio na tarde de ontem segunda-feira (02) tiveram dificuldades para recolher os cadáveres, que se misturavam em pedaços.

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O cenário lá dentro era de guerra e total destruição. A polícia montou um cerco nas imediações do presídio para isolar a área, e trabalhar melhor. As famílias dos detentos que têm de respeitar esse limite estão inconsoláveis, ainda não lhes foi dado a informação da identidade dos mortos. Muitos parentes dormiram na porta da cadeia esperando informações sobre a condição de saúde de seus entes. Para Luiz não existe outro nome para o ocorrido que não, carnificina.

#Crime #Investigação Criminal