Terminou nesta segunda-feira a #Rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado em #Manaus, o ocorrido começou neste domingo (01/01) e terminou nesta segunda-feira à tarde, foram 17 horas de rebelião. A causa da rebelião foi uma briga entre as facções PCC e Família Norte, foram 60 mortos e a maioria eram estupradores. Segundo a SSP-AM (Secretaria de segurança pública do Amazonas), cerca de 12 agentes de penitenciária foram feitos refém, outros funcionários do presídio conseguiram escapar, seis corpos não identificados foram jogados para fora do presídio com suas cabeças cortadas. Os reféns foram sendo liberados ao longo da madrugada e apenas um deles estava ferido (sem gravidade).

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Trata-se do maior massacre penitenciário do Estado do Amazonas, e o segundo maior do país, atrás apenas do famoso “Carandiru”, em 1992, no estado de São Paulo.

O secretário de segurança pública do estado, Sérgio Fontes, afirmou que a rebelião teve início por conta de uma guerra entre as facções do PCC e Família do Norte. - Isso já vem de um tempo, nós já estávamos nos reunindo e discutindo uma estratégia com o nosso comitê de crise. Essa guerra está afetando o Brasil como um todo, tivemos os mesmos problemas, mas em menores proporções em outros Estados. É bom ressaltar que essas mortes foram todas causadas pelos próprios detentos e já estávamos abrindo um inquérito, eles responderão por isso”.

A guerra entre as facções do PCC e da Família Norte já vem acontecendo desde o rompimento do próprio PCC com o Comando Vermelho, facção criminosa do Rio de Janeiro, que é aliado a Família Norte.

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Em 2015 três dos líderes do PCC foram degolados em presídios de Manaus, a mando de lideranças da Família Norte.

Ainda segundo o secretário, foram ouvidos tiros de arma de fogo no início da rebelião, às 15h de domingo. Em outro presídio de Manaus, o IPAT, cerca de 87 presidiários fugiram, 40 deles já foram recuperados. Ainda não foi contabilizado o número de foragidos da Compaj, que abrigava 1.229 presos.