Após 14 horas, terminou a #Rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no #Rio Grande do Norte. A revolta dos presos havia começado por volta das 17 horas do último sábado, 14. Às 7h20 da manhã deste domingo, 14, a Tropa de Choque da Polícia Militar decidiu intervir no conflito. Os policiais invadiram os pavilhões e retomaram o controle do presídio. A ação foi realizada de forma pacífica, ou seja, não houve confronto direto com os criminosos e nenhum tiro foi disparado. Até o momento o saldo de mortos, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do RN, é de pelo menos 10. No entanto, o número pode ser maior.

A Penitenciária Estadual de Alcaçuz é a maior do estado do Rio Grande do Norte e fica localizada na região metropolitana da capital do estado, Natal.

Publicidade
Publicidade

Como ocorre em praticamente todas as instituições prisionais do país, a penitenciária está com lotação muito acima da sua capacidade suportada. Segundo a Sejuc, órgão responsável pelo sistema prisional naquele estado, a capacidade do presídio é de 620 presos. Mas a população carcerária é de 1.150 homens.

A informação é de que a rebelião tenha começado depois de uma briga entre detentos integrantes de facções rivais nos pavilhões 4 e 5. Como acontece em outros presídios há uma separação entre os integrantes. Presos que não são integrantes de nenhuma facção subiram nos telhados dos pavilhões e estenderam uma bandeira branca para pedir ajuda.

Antes da rebelião começar, de acordo com a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Vilma Batista, um carro teria se aproximado do presídio e teriam lançado várias armas sobre o muro.

Publicidade

Ainda não se sabe se a rebelião no RN tem alguma relação com os massacres ocorridos em Roraima e no Amazonas onde há uma guerra declara entre o PCC e a Família do Norte, duas das maiores facções criminosas do Brasil.

O Instituto Técnico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep) deve começar os trabalhos de identificações dos corpos dos detentos imediatamente. O trabalho será realizado com a ajuda de peritos vindos de outros estados da região como Ceará e Paraíba. Para isso será montada uma operação de guerra, de acordo com Thiago Tadeu, chefe de gabinete do Itep. A realização das identificações poderão ser feitas utilizando técnicas distintas como testes de DNA, comparação de arcadas dentárias e impressões digitais. Ainda não há informações de que corpos tenham sido decapitados ou desmembrados como aconteceu em outras rebeliões. #massacre