O início de 2017 foi marcado, pelo menos no âmbito do sistema carcerário brasileiro, por rebeliões que chamaram a atenção de organismos internacionais, com verdadeiras carnificinas as quais foram expostas pelas redes sociais do Brasil e do Mundo, demonstrando assim a fragilidade bem como a inoperância do sistema de "ressocialização" dos presos no Brasil.

Hoje por volta das 14h30min, mais uma vez a fragilidade do sistema penitenciário mostrou estar "à flor da pele", quando detentos do presídio masculino masculino de Lages, na Serra Catarinense, iniciaram uma #Rebelião, ateando fogo em colchões. O foco de incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros aproximadamente uma hora após o início da rebelião.

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Ainda segundo a Polícia Militar, a situação já está sob controle.

Reforço de agentes públicos

Logo após o início da rebelião, agentes penitenciários de cidades próximas bem como da capital do Estado, Florianópolis, foram enviados até Lages. O PPT (Pelotão de Patrulhamento Tático) da Polícia Militar e outros militares entraram no presídio, totalizando aproximadamente 60 homens.

Detentos queimados

Segundo o DEAP (Departamento de Administração Penal), órgão ligado à Secretaria de Justiça e Cidadania, não houve a informação até o momento de óbitos, porém, conta-se que 10 presos sofreram queimaduras, sendo que 4 deles foram encaminhados ao hospital e um dos detentos teve quase 90% do corpo queimado. Também não há informações de que ocorreram reféns e nem de fuga de detentos. A motivação para o motim ainda estão sendo apuradas pelo governo.

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Situação do presídio é precária

Conforme declarou a um site de notícias de Santa Catarina, o advogado Alexandre Neuber, presidente da Comissão de Assuntos Prisionais da OAB-SC, o presídio onde ocorreu a rebelião é um dos piores do estado. Segundo o advogado, a unidade prisional foi uma das que mais apresentaram problemas, como por exemplo, comida vencida e superlotação. Até o momento o governo não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.

No ano passado, dos 50 estabelecimentos penitenciários de Santa Catarina, pelo menos 35 deles sofreram interdição pelo Poder Judiciário, por estarem com sua capacidade máxima de lotação. #Sistema prisional brasileiro