O Ministério da Previdência Social teria decidido colocar as Forças Armadas nas mesmas regras previdenciárias planejadas para os demais trabalhadores dentro da Reforma da Previdência.

Assim, os militares que quiserem se aposentar teriam que respeitar a idade mínima, de 65 anos, além de comprovarem tempo de contribuição crescente.

Outra regra é o estabelecimento do teto de R$ 5.578,00. As informações teriam sido passadas por uma fonte de dentro do alto escalão do #Governo para a Agência Reuters.

Inicialmente, o Governo não mexeria no sistema de concessão de benefícios do segmento militar. Depois, o presidente Michel Temer já falava em estipular um teto para a aposentadoria das Forças Armadas.

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O valor máximo dos benefícios, no entanto, não havia sido divulgado pois ainda estava em definição. Agora o valor já seria ponto pacífico: será igual para todos. Aqueles que quiserem receber mais, terão de receber a aposentadoria complementar, contribuindo a mais para isso.

Essa mudança acabou sendo implementada pela necessidade de criar um regime previdenciário para as Forças Armadas que seja previsto na Constituição Federal, algo que não existe até o momento.

Já que o Governo se viu obrigado a resolver essa pendência agora, foi decidido implantar as mesmas regras para todos os segmentos. No entanto, a questão da idade mínima fixada em 65 anos envolverá exceções em algumas funções muito específicas, em que o militar não têm condições físicas de exercer até essa faixa etária.

Fazendo uma projeção, a fonte que deu detalhes do planejamento explicou que uma vez que o tempo de contribuição será o mesmo para todos, o militar poderá se parar de trabalhar e ganhar 76% do teto da Previdência respeitando a idade mínima e contribuindo por 25 anos, por exemplo.

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Ou seja, a cada ano que o segurado militar trabalho a mais, maior fica o valor do benefício, entretanto, não poderá mais ser integral a qualquer tempo, como ocorre hoje.

O Governo deverá ter muito trabalho para emplacar as mudanças, já que os representantes das Forças Militares que negociam as mudanças sempre deixaram claro que discordam veementemente de alterações no modelo de aposentadoria vigente.

Vale lembrar que os benefícios dos militares são responsáveis por 45% do déficit da Previdência dos servidores federais, embora correspondam somente a 30% dos funcionários públicos da União.