Em apenas quatro dias após a #Morte de 56 detentos do #PCC (Primeiro Comando da Capital) em duas penitenciárias de Manaus (AM). Uma retaliação foi feita em Roraima, dessa vez, o PCC se “vingou” dos detentos da FDN (Família do Norte), assassinando, brutalmente na madrugada dessa sexta-feira (06), 33 presos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, situada no estado de Roraima.

A chacina em Roraima passa agora a ser a segunda maior em número de vítimas em penitenciárias no Brasil. A primeira é o massacre ocorrido em São Paulo, em 1992, no presídio do Carandiru, onde policiais assassinaram 111 presos depois de uma intervenção policial, após uma rebelião entre detentos.

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Somente nesses seis primeiros dias de 2017, o número de mortos em penitenciárias (89 mortes) já representa 23% do total de mortes ocorridas em 2016 (372 mortes). Um número impressionante e que preocupa muito as autoridades sobre o que ainda está por vir nessa “guerra de facções criminosas” que está ocorrendo sorrateiramente dentro das penitenciárias do país.

Retaliação

A confirmação da ação de retaliação ocorrida nessa madrugada foi confirmada pelas autoridades de Roraima. De acordo com os investigadores, as mortes foram sim uma forma de medir forças entre PCC e FDN, sendo que a FDN conta com o auxílio do Comando Vermelho para manter a hegemonia no "controle' dos presídios do norte do país.

Segundo o governo de Roraima, a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo tem capacidade para abrigar 750 presos.

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Porém, segundo relatório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a penitenciária abrigava 1.475 presos. Ainda, de acordo com o relatório, cerca de 940 detentos foram presos de forma preventiva e cerca de 180 nunca foram chamados a uma audiência em juízo.

Governo

O presidente Michel Temer prometeu construir cinco novas penitenciárias federais de segurança máxima com capacidade para abrigar 1.000 presos. Segundo Temer, a licitação para construção das unidades será liberada imediatamente, porém, não deu prazos para o término das construções. #Prisão