Neste fim de semana, o jornal grego Ethnos publicou uma carta misteriosa, que pode ser usada pela defesa da viúva do embaixador da Grécia no Brasil, Françoise de Souza Oliveira. A intenção é que o conteúdo possa inocentar a brasileira, que está presa, acusada de participação no assassinato do próprio marido, Kyriakos Amiridis, de cinquenta e nove anos, que ocorreu em dezembro do ano passado. No texto, que é endereçado ao povo grego, Françoise se diz inocente e que está sendo vítima da má investigação feita no Brasil, que, segundo ela, está sendo injusta e precipitada. Ela confirmou que tinha um amante e problemas com o marido, mas nega que ela tenha matado ou mandado matar o embaixador.

O texto acabou virando uma comoção na Grécia, onde a morte do diplomata teve destaque em vários telejornais e nos portais do país.

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A suspeita está presa desde o último dia do ano passado, 31 de dezembro. Na carta, ela faz um apelo aos políticos gregos, pois a filha do casal, de apenas dois anos, agora está sozinha no mundo com a morte do pai e sua prisão. A menina está sendo cuidada por uma família provisória. Aos quarenta anos, Françoise teve a vida mudada por um grande amor. Ela se apaixonou por um homem onze anos mais novo, o policial militar Sérgio Gomes Moreira, que trabalhava em uma Unidade Policial Pacificadora da região.

Em depoimento, o policial confirma que ele matou o embaixador e que pediu a ajuda de um primo para esconder o corpo da vítima. Segundo ele, a esposa do diplomata e sua amante não sabia que ele mataria o grego, apesar dos dois terem conversado algumas vezes de que o melhor seria se ele morresse.

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O embaixador, segundo a viúva, vivia bêbado e batia nela. Ela convivia com o amante na casa dele, inclusive, quando ele estava. Mesmo assim, o grego não saberia do relacionamento com o policial, pois conviveria embriagado. Antes de ser morto, o grego, segundo a polícia, chegou a tentar dar um tiro com uma arma artesanal da própria embaixada. Em seguida, o PM atirou e o matou. #Crime