Em 29 de novembro do ano passado, o Brasil e o mundo viram perplexos um acidente aéreo envolvendo a empresa LaMia. A companhia, até então desconhecida do grande público, levava os atletas do time da #Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana. O avião era pilotado por Miguel Quiroga, que também era sócio da empresa aérea. Ele foi um dos setenta e um mortos na tragédia. A investigação sobre o acidente, que ocorreu na cidade de Medellín, na Colômbia, ainda continua, mas nesse fim de semana, um fato assustou muita gente. Mesmo se tratando de um caso notório, algumas vítimas sobreviventes do caso não tiveram nem o básico de assistência.

É o caso da comissária de bordo Ximena Suárez.

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Ela foi uma das seis sobreviventes da tragédia aérea. Em entrevista, ela revelou que está devendo cerca de treze mil dólares - algo como quarenta e um mil reais - à clínica na qual ficou hospitalizada, na Colômbia. Sem ferimentos muito graves, ela foi a segunda dos sobreviventes a ser liberada pelos médicos. De acordo com Ximena, a seguradora não pagou o dinheiro relativo à apólice, que deveria cobrir os gastos médicos. "O voo tinha um seguro da empresa Bis ano valor de US$ 25 milhões, mas nem sequer pagaram a conta do hospital de Medellín", informou a comissária de bordo. O caso ganhou destaque no Brasil, graças à uma reportagem do UOL.

Em entrevista ao canal de televisão UNITEL, o advogado da comissária, Carlos Subirana, informou que a seguradora não quer nem mesmo entregar uma xerox do seguro feito pela LaMia.

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Agora a procuradoria colombiana analisará uma denúncia feita pelo advogado de Ximena. Ele acusa dos advogados da empresa de seguro de negligência. O pedido é que o Ministério Público exija a apreensão do dinheiro relativo ao seguro e que as vítimas da tragédia não fiquem passando como "caloteiras". O pedido não é só envolvendo Ximena, mas os quatro brasileiros que sobreviveram na queda do voo.

A comissária disse que está em contato direto com a clínica, que questiona quando ela irá pagar o atendimento.