Escolhido através da campanha “Faça-me um #Sabor“, onde os consumidores foram convidados a desenvolver novos sabores para a batata #Ruffles, o sabor de feijoada deu o que falar. Não foi devido ao seu gosto peculiar, mas pela marca ter tido diversas denúncias de racismo.

Selecionados entre 30 finalistas, os três sabores escolhidos, Burritatas inspirado no famoso prato da culinária mexicana, Calabreonda, união dos sabores da calabresa, limão e cebola, e Feijuuuca, pensado com base no prato típico brasileiro que mistura feijão, pitadas de pimenta e carne de porco, foram produzidos e levados às prateleiras com o slogan 'Prove e Vote'.

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Caberia ao público eleger a melhor versão da batata, e o autor do sabor vencedor receberia R$ 10 mil em barras de ouro e 1% das vendas do produto.

No pacote do novo sabor Feijuuuca, a escolha de um jovem negro como garoto propaganda fez com que consumidores registrassem queixas no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) acusando a marca Ruffles de racismo ao associar imagem de uma pessoa negra com a feijoada.

Em sua defesa, a PepsiCo Brasil, proprietária da marca Ruffles, esclareceu que o jovem negro estampado na embalagem é na verdade o paranaense Reginaldo C. de Moraes, que foi quem desenvolveu a batata Feijuuuca, e que sua principal motivação para a criação dessa nova categoria de sabor era trazer algo plenamente tradicional do paladar brasileiro.

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As reclamações levaram os conselheiros do Conar a emitirem uma nota pedindo “bom senso”. “Está na hora de deixarmos os exageros de lado e praticarmos o bom senso na avaliação do comportamento que envolver preconceito”, diz a nota.

Publicidade polêmica

Não é a primeira vez que a Conar se depara com denúncias polêmicas. Em agosto de 2016, um comercial da marca Sadia humanizou um presunto de baixa qualidade com o nome de Luis Augusto. A propaganda acabou gerando reclamações e protestos contra marca, além de processos na Justiça.

Os Luizes Augustos da vida real pediram a retirada do comercial por estarem sofrendo bullying e sendo motivo de chacota, cabendo ao Conar o julgamento e suspensão da exibição da propaganda. #publicidade