Analisando cinco dos principais casos contemporâneos que abalaram a opinião pública pelas circunstâncias violentas em que ocorreram, é possível perceber que na maioria dos crimes os responsáveis pelos delitos poderão sair de trás das grades já na próxima década.

Todos os atores foram julgados e considerados culpados. Eles podem ser beneficiados principalmente pela legislação criminal, que diz que condenados podem ir para rua após cumprirem dois quintos da pena, isso se tiverem bom comportamento. Também podem ter obtido o benefício de remição da pena, para detentos que trabalharem. Por esse mecanismo, a cada três dias produtivos, reduz-se um dia de pena.

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Veja abaixo qual a previsão da data em que eles voltarão a conviver com a sociedade:

Caso Isabela Nardoni

Condenados pelo assassinato da pequena Isabela, de apenas 5 anos, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá estão privados de liberdade desde março de 2008.

A vítima morreu após ser lançada da janela do sexto andar de um condomínio em São Paulo, onde Alexandre morava com a esposa. O pai pegou 30 anos e a madrasta, 26. Ele pode sair em 2026. Ela pode ser solta três anos antes. Isso se ambos tiverem bom comportamento.

Caso Eliza Samudio

O criminoso neste caso é o ex-goleiro Bruno, do Flamengo. Ele foi apontado como autor do assassinato da modelo Eliza Samudio, de 25 anos.

Sua sentença saiu em 2013 e envolve 22 anos de pena. A vítima foi esquartejada e seu cadáver nunca foi encontrado.

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O ex-atleta trabalha no presídio onde vive. Ele atua como vigilante e já aprendeu pelo menos três ofícios na área da construção civil. Se mantiver bom comportamento, pode ter sua liberdade entre 2024 e 2027.

Caso Mercia Nakashima

Mizael Bispo, condenado há três anos a 20 anos de detenção pela morte da advogada pode conquistar a liberdade daqui a 10 anos. O ex-policial era namorado de Mercia, de 28 anos, encontrada numa represa, no município de Nazaré Paulista, São Paulo. Ele não teria aceitado o fim do relacionamento e deu um tiro no rosto da jovem, antes de lançá-la viva na água.

Caso Rugai

Há três anos, o ex-seminarista Gil Rugai recebeu pena de 33 anos pela morte do pai, Luiz Carlos Rugai, e da madrasta, Fátima Troitino. O caso ocorreu em 2004, no bairro de Perdizes, capital paulista. Pai e madrasta ficaram sabendo que o jovem estava roubando dinheiro da empresa da família. Embora a justiça o tenha condenado como autor dos disparos que mataram o casal, o condenado sempre negou e sempre recorreu em liberdade.

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Caso trabalhe no presídio e tenha bom comportamento, ele poderá sair em 2034.

Família Pesseghini

Uma chacina cometida em 2013 deixou cinco mortos da mesma família em Brasilândia, São Paulo. O autor do #Crime foi apontado como sendo um adolescente. Marcelo Pesseghini teria matado o pai (sargento da Rota), a mãe (cabo da PM), além de uma avó e uma tia-avó. Depois teria cometido suicídio. Ele tinha apenas 13 anos.

Claro que não há pena nesse caso, já que o autor também morreu. Mas a família não acredita nesta hipótese e tenta até hoje provar que não foi Marcelo o autor dos assassinatos. Para a Justiça, foi ele o culpado e a tese que sustenta a afirmação é um laudo psiquiátrico apontando problemas mentais no garoto.

#Investigação Criminal