A medida de suspensão da entrada de refugiados e cidadãos dos países muçulmanos decretada de Donald Trump tem causado comoção e indignação a pessoas e países de todo o mundo. Neste sábado (28), o presidente republicano recuou na decisão sobre os portadores de vistos de residência definitivos (green cards), fazendo com que não se enquadrem no #Veto imigratório que atinge os 7 países de maioria muçulmana incluídos.

Howard Schultz, CEO da rede de cafeterias Starbucks, anunciou, numa carta para o jornal americano "Business Insider", que contratará 10.000 refugiados pelos próximos 5 anos, em resposta ao veto imigratório de #Trump.

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De acordo com o executivo, as contratações acontecerão no mundo todo, mas começarão nos Estados Unidos.

Na mesma carta, declarou total apoio a agricultores de café no México, além de garantir plano de saúde a trabalhadores americanos, caso Trump faça modificações negativas no Obamacare (nome pelo qual o sistema de saúde norte-americano ficou conhecido após as reformas efetuadas pelo ex-presidente Barack Obama).

Airbnb e Starbucks contra Trump

A medida drástica tomada pelo presidente republicano também trouxe comoção à empresa de hospedagem temporária #Airbnb, que tem área de atuação em todo o globo. O CEO da empresa, Brian Chesky, está indignado com a situação e, de forma solidária, anunciou em seu perfil do Facebook que a Airbnb vai disponibilizar casas gratuitas para refugiados e pessoas afetadas pelo veto imigratório, que não podem viajar para o país e não têm para onde ir.

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Na mesma postagem, Chesky disponibilizou o e-mail pessoal para que as pessoas possam entrar em contato para mais informações. Em trecho da postagem, o CEO ainda disse: "Temos 3 milhões de casas espalhadas pelo mundo, por isso podemos facilmente arrumar lugares para essas pessoas ficarem". A postagem teve 31 milhões de curtidas e 11 milhões de compartilhamentos, além de, aparentemente, ter servido de inspiração para pessoas e empresas de todo o mundo, que estão demonstrando solidariedade aos atingidos pelas medidas de Trupm, da forma que podem.

Na carta ao jornal "Business Insider", Howard Schultz escreveu: "Estamos vivendo numa época sem precedentes, sendo testemunhas do movimento da consciência do nosso país, e a promessa do 'sonho americano', sendo colocados em questionamento".

O "sonho americano" é uma ideologia que possui seus fundamentos na "Declaração de Independência dos Estados Unidos" e tem como princípios as afirmações: "todos os homens são criados iguais" e com direito à "vida, liberdade, propriedade e a busca pela felicidade".