O filho da cantora Tati Quebra Barraco, Yuri Lourenço da Silva, foi morto há quase um mês pela Polícia Militar na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. O rapaz, de dezenove anos, já tinha passagens pela prisão e, segundo agentes que fazia uma operação na região no dia 11 de dezembro, data da morte, Yuri estava ao lado de outro homem fortemente armado. Os dois foram mortos. Em entrevista ao portal de notícias EGO, a funkeira disse que está sofrendo muito e que as coisas naturais são filhos enterrarem os pais e não o contrário. "Um pedaço de mim se foi", disse a artista na conversa com o site de celebridades. Tati ainda revelou que passar as festas de fim de ano sem o filho não foi fácil.

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Ela disse que os únicos momentos felizes que teve nesse tempo foi no palco, cantando.

De acordo com a cantora, na semana que vem, ela irá à uma delegacia do Rio de Janeiro para registrar um ocorrência de ódio e racismo que está sendo feita contra o seu filho morto nas redes sociais. Além disso, a profissional da música anunciou um processo judicial que atingirá o estado e que coloca em xeque o trabalho da polícia do Rio de Janeiro, que disse que somente estava fazendo o seu trabalho. "Meu filho levou três tiros na cara", lembrou ela, que ainda garantiu que o peito do jovem estava cheio de pólvora, o que indicaria que o tiro foi a queima roupa. Ela nega que o filho estivesse armado, contrastando com a informação dada pelos policiais na época.

Ela ainda garante que seu filho não teve como reagir e que os agentes da lei teriam inventado uma suposta troca de tiros.

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Tati diz que a população não pode aceitar uma polícia assim. A cantora contou que, caso vença a ação judicial, que não vai querer dinheiro para ela, mas sim que essas pessoas realizem trabalho comunitário ou distribuição de cestas básicas em favelas do Rio de Janeiro, como a que o filho dela acabou sendo morto.

Imagens do corpo do garoto estão circulando nas redes sociais. Até mesmo perfis no exterior já tiveram acesso ao conteúdo. Ela pediu que uma perícia fosse feita nos celulares dos policiais que estavam de plantão. #Crime