O Estado do #Maranhão foi atingido hoje (3), pela manhã, por um terremoto de magnitude de 4,6 graus na escala Richter. O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) registrou como epicentro do #Terremoto o município de Belágua, às 9h45, e os tremores foram sentidos na capital São Luís e em outros municípios. Conforme relatos nas redes sociais, foram sentidos tremores também em #Teresina, no Estado do Piauí.

Susto e evacuação de prédios

Na capital, vários prédios foram evacuados devido ao tremor. Na Secretaria de Educação do Estado (Seduc), que está localizada na área central de São Luis, o tremor causou pânico entre os 100 funcionários que estavam no prédio, que decidiram evacuar o local.

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A advogada Mônica Oliveira, que estava em um prédio comercial na Avenida dos Holandeses no momento do terremoto, relatou que ela e seus colegas trabalhavam normalmente quando sentiram os móveis da sala balançarem. Ao saírem viram que todos estavam evacuando o prédio e acompanharam. "A sensação foi de pânico”, declarou a advogada.

Há também relatos de que os prédios da sede do Tribunal de Contas do Maranhão e do 7º Juizado Especial Cível foram evacuados devido ao abalo sísmico. O mesmo ocorreu em prédios de Teresina.

No início da tarde de hoje, a secretaria de Defesa Civil confirmou que uma acomodação de terras causou o terremoto que atingiu o Maranhão e parte do Piauí. O coordenador da Defesa Civil Vitorino Tavares determinou a evacuação dos prédios até que seja feita uma vistoria.

Escala Richter

A chamada Escala Richter, é uma escala arbitrária com pontuação máxima de 10.

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Um tremor de 4,6 é considerado "ligeiro" e causa visível tremor de móveis e objetos dentro de um ambiente. É um tremor significativo, mas que normalmente não gera grandes danos. Ocorrem em média 6.200 tremores como este no ano.

O terremoto de hoje foi o maior registrado na região Nordeste, conforme informa o geógrafo da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão) Luis Jorge Dias. Podem ocorrer mais pequenos tremores, mas como a bacia sedimentar da Parnaíba não foi totalmente estudada, não é descartada a possibilidade de ocorrerem tremores de maiores proporções, concluiu o geólogo.

Mais cedo, também nesta terça-feira, o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) registrou abalos sísmicos no Chile e na Índia.