Foi presa nesta segunda-feira (2), a travesti conhecida como Rayka, em Luciara, no interior de Mato Grosso.

Ela está sendo acusada de matar o companheiro com quem ela vivia deste os quinze anos de idade, após uma discussão motivada por dinheiro. Rayka se chama na verdade Marcos Ray Oliveira, de 23 anos. Ela matou com três golpes de faca, João Paulo Martins Rocha, 38 anos, trabalhador rural, com quem já tinha um relacionamento homoafetivo há cerca de oito anos.

A travesti confessou o #Crime ao se apresentar dois dias após o homicídio na delegacia da Polícia Civil. O homicídio foi registado no último dia do ano de 2016, na residência da acusada.

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Ela será indiciada por homicídio qualificado. Segundo a polícia, a acusada era conhecida na cidade por ser prostituir pelas ruas.

As investigações mostraram que a vítima estava bebendo com amigos em um boteco em Luciara, na noite do dia 30 de dezembro, após receber o pagamento do seu décimo terceiro salário. Algum tempo depois, a travesti chegou ao bar onde João Paulo estava com os amigos. Já na madrugada do dia 31 de dezembro, Rayca, João e outro casal saíram do local e foram para a residência do casal.

O casal de amigos relatou que quando eles estavam na casa, Raika e o companheiro iniciaram uma discussão dentro de um quarto na residência. Então, João Paulo e a travesti saíram de dentro da residência e foi neste momento que ela o matou com três facadas.

O casal que testemunhou o assassinato relatou que a briga teria sido motivada porque a vítima exigia que Rayka lhe devolvesse a sua carteira.

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Uma equipe de resgate foi acionada, mas o trabalhador rural não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar.

Após matar o companheiro, a travesti fugiu do local, e se escondeu por dois dias em um matagal. Durante este tempo, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva da acusada, e a justiça decretou. Quando a acusada, na companhia de seu advogado resolveu se apresentar na delegacia, acabou sendo presa.

Rayka foi transferida para a Cadeia Pública de São Félix do Araguaia, onde está à disposição da Justiça. #Casos de polícia #Morte