Na madrugada desta sexta-feira (6), 33 presos foram encontrados #Mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, a maior do Estado. Apenas quatro dias após o massacre em Manaus (AM), em que 60 presos foram mortos, dessa vez 33 detentos perderam a vida em um novo conflito entre facções. Essa já é a terceira maior matança em presídios no Brasil, ficando apenas atrás do massacre do Carandiru, em 1992, em São Paulo, quando policiais deixaram 111 presos mortos, e do recente caso ocorrido em Manaus, onde o conflito entre facções levou a vida de 60 detentos.

A Secretaria de Justiça e Cidadania de #Roraima (SEJUC) confirmou a chacina na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

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De acordo com o órgão, as mortes são uma reação do PCC (Primeiro Comando da Capital) ao ocorrido em Manaus no início da semana. Na capital do Amazonas, os mortos eram ligados à facção paulista. Em entrevista a uma rádio local, o secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro Júnior, disse acreditar que os crimes tenham sido cometidos por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). "Não existem facções de outras organizações no local, alem do PCC", afirmou Castro Júnior.

Às 9h30, equipes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e do Grupo de Intervenção Tática (GIT) estavam dentro do #Presídio para "realocação dos internos e conferindo a real situação", segundo a assessoria da Sejuc. Ainda segundo a pasta, a situação "está sob controle".

Apenas nos seis primeiros dias do ano já foram registradas 95 mortes dentro de presídios no Brasil, número esse que representa 25% do total de mortos em presídios em todo o ano passado (372).

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Em outubro do ano passado, também na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, uma rebelião entre membros de facções rivais deixaram 10 mortos.

Os motins em prisões se tornaram uma crise no sistema penitenciário brasileiro e o Governo federal teme que membros das três maiores organizações criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, Comando Vermelho (CV), que controla o crime organizado no Rio de Janeiro, e a Família do Norte (FND), com atuação no norte e nordeste, iniciem uma série de motins em outras unidades prisionais brasileiras.