Um velho ditado já diz que religião, futebol e política não se discute. O motivo é que cada pessoa tem uma crença diferente a respeito desses assuntos. No entanto, mesmo assim, esses temas movem a sociedade e ganham as principais manchetes do noticiário. Neste sábado, 21, por exemplo, o jornalista Ricardo Feltrin, do UOL, publicou uma reportagem sobre o desenrolar do caso envolvendo o pastor Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Reino de Deus. Depois de ser esfaqueado, em pleno culto, transmitido ao vivo, na igreja do Brás, em São Paulo, o apóstolo pediu uma demonstração de fé.

Valdemiro, ao voltar para as suas funções, contou que as contas da igreja não estavam em dia, e que precisava de pelo menos R$ 8 milhões por mês para apenas bancar o canal televisivo a cabo da igreja mundial.

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Ele então sugeriu que oito mil fiéis doassem todos os meses R$ 1 mil. Segundo Ricardo Feltrin, incrivelmente, Santiago teria conseguido também esse "milagre". A quantia chegou à conta da igreja e está garantido mais um mês do canal no ar. As ofertas multiplicaram depois do episódio em que o pastor foi esfaqueado. A camisa que ele vestia, que ficou ensanguentada, inclusive, está sendo usada em rituais de cura. Na semana que passou, o pastor acabou se envolvendo em outra ação polêmica. Valdemiro estava em sua lancha com outras pessoas, quando o motor falhou. Ele teve que chamar os bombeiros, que fizeram o salvamento.

Em um dos programas de seu canal 32.1 UHF, o pastor fez o pedido de dinheiro para manter os programas no ar. A quantia foi alcançada na semana passada, em menos de quinze dias do incidente da igreja paulita.

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O valor é tão alto que deve cobrir ainda a comunicação da Mundial no rádio e em outras mídias. Dessa maneira, Santiago pode até expandir seu legado religioso. Curiosamente, a quantia solicitada é superior ao salário mínimo em vigou no Brasil e há doze milhões de desempregados no país.

Na sua opinião, é correto religiosos estipularem uma quantia para a doação? Comente! #Religião