1° de janeiro: Detentos ligados à Família do Norte (FDN) promovem um verdadeiro massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, o Compaj, em Manaus. Ao todo, 56 presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) morrem no interior da prisão. É a maior carnificina em uma cadeia brasileira desde Carandiru, em São Paulo, em 1992.

2 de janeiro: Outros quatro internos morrem na Unidade de Puraquequara, também em Manaus. No mesmo dia, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, diz que os líderes do massacre no Compaj serão transferidos e que o governo federal repassará R$ 1,8 bi aos presídios.

4 de janeiro: Em Patos, sertão da Paraíba, dois detentos são mortos durante um motim na Penitenciária Romero Nóbrega.

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5 de janeiro: Pela primeira vez, o presidente Michel Temer se manifesta sobre o massacre em Manaus e o chama de "acidente pavoroso". Moraes, o da Justiça, fala em liberar R$ 430 mi para a construção de mais cinco presídios - algo que reduziria em 0,4% o déficit de lugares nas cadeias. A superlotação é encarada como um dos mais graves problemas do sistema carcerário.

6 de janeiro: Na maior penitenciária de Roraima, a Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, uma rebelião acaba com a vida de 33 presos.

8 de janeiro: Em Manaus, na cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, quatro morrem. À noite, durante o programa Fantástico, da Rede Globo, uma matéria exibe presos cheirando cocaína livremente no Compaj, em 2013.

14 de janeiro: Na tarde de sábado, iniciou-se uma rebelião na Penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande Norte, conhecida ironicamente como "queijo suíço".

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O governo local confirmou 26 mortes, dos quais 15 decapitados.

#prisões #Crise