Com a deflagração das operações Lava-Jato, muitos crimes cometidos por políticos vieram a tona. A falta de punibilidade contra parlamentares acusados de corrupção no Brasil era imensa até o início das investigações comandadas pelo juiz Sérgio Moro.

O juiz serviu de exemplo para todo o judiciário brasileiro, que resolveu abrir os olhos para a corrupção. Operações contra crimes cometidos por políticos atingiram a esfera estadual e municipal. Muitos crimes chocaram o país como o caso da cidade de Osasco, onde treze vereadores e o prefeito foram presos.

Os políticos foram presos acusados de manterem funcionários fantasmas na Câmara Municipal de Osasco.

Publicidade
Publicidade

O prefeito eleito da cidade localizada na grande São Paulo, Rogério Lins (PTN). O caso chocou o Brasil por tamanha apreensão. Ao que tudo indica, quase todo o legislativo estava envolvido no esquema que beneficiava políticos de Osasco.

O que mais surpreendeu aos brasileiros foi a forma que um dos vereadores conseguiu deixar a prisão. João Góis Neto do Partido dos Trabalhadores (PT) precisava de pagar uma fiança no valor de R$ 300 mil e o político não tinha como arcar com o valor tão alto.

Para tirar o companheiro da prisão, diversos petistas e simpatizantes tiveram uma ideia para livrar Góis. Os amigos do vereador preso resolveram fazer um programa de arrecadação conhecido como crowdfunding, onde pessoas realizam doações para uma ação em específico.

Vereador de Osasco conseguiu reunir os amigos para ajudar

Os amigos de Góis fizeram de tudo para ajudá-lo.

Publicidade

Foram enviados áudios e e-mails para pessoas da cidade que poderiam lhe ajudar. Essa ajuda veio de amigos, parentes e empresários de Osasco - SP. No caso dessa arrecadação, também conhecida como Vaquinha, o pedido inusitado dos proponentes eram livrar João Góis da prisão. Para isso, os amigos do vereador conseguiram arrecadar em tempo recorde o valor necessitado como fiança para o amigo.

Com doações de 300, 500 ou mil reais, diversas pessoas doaram e Góis conseguiu arrecadar os R$ 300 mil necessários para ter sua liberdade de volta. Mesmo com sua prisão revogada em 29 de dezembro, o vereador só seria solto com o pagamento da fiança que tinha prazo máximo o esta sexta-feira (06). #Política