As câmeras de monitoramento do supermercado Zaffari, localizado na Avenida Cristóvão Colombo, flagraram um morador de rua sendo espancado violentamente por segurança, próximo a entrada do supermercado. Moradores do local ficaram indignados com a ação dos agentes. A polícia investiga o caso.

As imagens mostram os agentes de segurança se aproximando do morador de rua, que está sentado no chão próximo à escadaria do estacionamento do supermercado. Eles começam a bater no morador de rua com cassetete e chutes, e mesmo sem a vítima esboçar nenhuma resistência, só tentava se proteger do ataque, eles continuam agressões continuaram.

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O morador de rua consegue se levantar e sai cambaleando, e vai em direção ao ponto de ônibus. Assim que ele se levanta para um pouco, e demonstra sinal de estar sentindo muita dor.

Os agressores saem andando e ainda discutem com um cliente no estacionamento do supermercado, que provavelmente desaprovou a atitude deles.

Em seguida, clientes e funcionários do estabelecimento prestaram socorro à vítima e a levaram até um Pronto Socorro. O morador de rua, que é catador de material reciclável, foi identificado como Edson Luiz, e tem 29 anos.

O catador teve uma costela fraturada, e lesões no ombro e perna. A equipe de reportagem do G1 esteve no local, e ao entrevistar a vítima, contou que os agressores são segurança de uma igreja, e o acusaram de ter roubado um corrimão de inox da entrada do templo religioso.

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Edson nega que efetuado o roubo.

Moradores do local ficaram indignados com a violência sofrida por Edson, que é conhecido na localidade como alemão.

Um deles em entrevista ao G1 informou que o rapaz faz o trabalhado dele catando material reciclável, e que nunca havia mexido com ninguém, acrescentou ainda que o jovem ainda ajuda as senhoras que saem com sacolas do supermercado. Outro morador falou que mesmo que ele tivesse cometido algum delito, que os seguranças deveriam acionar a polícia para fosse feito justiça, e não espancarem o rapaz.

A Igreja confirmou que contratou os serviços da empresa de segurança em que os seguranças são funcionários, mas que depois que viu as imagens, rompeu o contrato com a empresa.

Já a empresa de segurança assumiu que houve excesso de seus funcionários, que vai apurar as causas das agressões e decidirá o futuro dos vigilantes.

A polícia em posse das imagens está apurando o caso. Confira abaixo o vídeo com as agressões:

#Crime #Casos de polícia