A virada do 2016 para 2017 foi movimentada no cenário criminal. Presos do Amazonas, liderados pela facção Família do Norte (FDN), organizaram uma rebelião no maior presídio da capital, Manaus, o Compaj. 56 pessoas foram assassinadas na unidade. O derramamento de sangue na unidade é considerado o maior em mais de vinte anos e fica apenas atrás do que houve em 1992, quando 111 presidiários foram assassinados no estado de São Paulo, no Carandiru. Atualmente, a facção que organizou o #Crime em Manaus é considerada a terceira pior do país, tendo força em todo o norte do país e sendo menor apenas do que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, o PCC.

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A facção criminosa, além de cortar cabeças e arrancar corações, ainda teve criatividade para criar um funk em que fala sobre o massacre que promoveu. Em trechos da letra da música, os bandidos zombam da polícia e do povo, dizendo que ninguém tem a capacidade de peitá-los, tampouco derrubar a sua estrutura. Tamanha ousadia irritou até outros criminosos. O PCC estaria por trás de outra rebelião nesta semana, dessa vez, no estado de Roraima, onde 33 foram assassinados. O PCC gravou um vídeo em que deixa claro que a segunda matança da semana era para honrar os mortos de sua facção. Ainda disse que pagaria uma indenização às famílias dos mortos.

O Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que a situação nas cadeias brasileiras estão sob controle. Mesmo assim, anunciou que o governo federal criaria cinco presídios em todo o Brasil, onde os mais perigosos seriam levados.

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Veja abaixo um vídeo com a canção que mostra os bandidos zombando da própria polícia militar. Atenção, o conteúdo pode ser considerado forte por algumas pessoas. Na sua opinião, que tipo de pena deve ser dada a esse tipo de presidiário, que mesmo em cárcere, consegue de alguma forma burlar a segurança da nação? Não esqueça de deixar seu comentário. A sua opinião é sempre importante para todos nós e ajuda a criar diálogo a respeito deste e de outros temas.

#Investigação Criminal