Um adolescente de 17 anos foi morto pelo Exército em um bairro da Grande Vitória, no Espírito Santo, na manhã de sexta-feira (10). A força-tarefa federal, composta pelas Forças Armadas, está fazendo o patrulhamento há oito dias nas cidades do Estado do Espírito Santo, desde que as mulheres dos policiais fecharam as saídas dos batalhões impedindo que os PMs saíssem a trabalho, a fim de proteger a população.

A morte foi na madrugada de sexta, no bairro São João Batista, na Rua Amélio. De acordo com familiares, o adolescente foi atingido por um tiro na cabeça a poucos metros de sua residência. A Polícia Civil informou que não dará informações sobre este caso para não atrapalhar as investigações.

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As Forças Armadas afirmam que o incidente aconteceu durante um confronto a tiros, com os soldados agindo em legítima defesa, mas os familiares contestam tais afirmações.

Uma prima do adolescente, Tatiana Rodrigues, de 22 anos, afirmou que o rapaz estava na casa de um familiar perto de sua residência. Quando a família percebeu que havia policiais rodoviários e membro das Forças Armadas no local, pediram para que ele retornasse a sua casa. Segundo a prima, o rapaz subiu um morro e, ao virar a esquina, atiraram na cabeça dele.

A família do adolescente contou que ele estudava em uma escola da região e estava no 6º ano da Escola Estadual Eulalia Moreira. Ela disse que o rapaz trabalhava em feiras com seus irmãos mais velhos vendendo mel. De acordo com a família, o adolescente morava com o pai e os irmãos, e seu pai tinha um da doença gradual que degenera os tecidos.A prima disse que foi encontrada meia dúzia de balas de fuzil no local da morte.

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Nota do Exército

A Força-Tarefa conjunta afirmou que militares foram acionados para fazer uma vistoria nas imediações da Unis (Unidade de Internação Socioeducativa), que fica na Avenida Governador José Sette, a cerca de 2 km do loca da morte.

A Unis teria pedido apoio "depois que criminosos armados tentaram abrir uma brecha no muro da unidade, com intuito de facilitar a fuga dos detentos". Houve disparos contra os seguranças por parte dos criminosos armados.

De acordo com as Forças Armadas, "os criminosos reagiram contra nós, havendo troca de tiros", e "reagiu em legitima defesa". "Foi constatado que, durante a troca de tiros, um dos transgressores foi atingido e acabou falecendo no local, não houve tempo de prestar os primeiros-socorros". Segundo os familiares do adolescente, esta versão é falsa. #Eduardo Bolsonaro #TV Globo #2017