Vai viajar de ônibus no feriado do #Carnaval e comprou um assento perto do motorista achando que era mais seguro? Você pode ter feito uma péssima escolha. Embora muitas pessoas acreditem no instinto de sobrevivência do motorista, dados estatísticos europeus (na falta dos brasileiros) mostram o contrário.

Segundo um relatório apresentado na Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa, com base em pesquisa realizada em vários países, os assentos mais perigosos do ônibus no caso de uma colisão frontal são os que se encontram mais próximos do banco do motorista. As colisões frontais estão entre as mais comuns, respondendo por 55% a 60% entre os acidentes de ônibus com vítimas.

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O banco do motorista e os que ficam logo na primeira fileira trazem não apenas o risco de que o passageiro seja vítima de afundamentos da carroceria, mas também o de que seja ejetado pelo para-brisas. Também perigosos são os bancos que não dispõem de outro banco à frente (os que ficam próximos à escada, por exemplo). Nesse caso, o passageiro fica sem nenhum anteparo, podendo ser jogado à frente em caso de colisão.

Cinto de segurança reduz o risco em 75%

Essa já é a boa notícia, mesmo para quem já comprou sua passagem. Segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o uso do cinto de #Segurança reduz em 75% a probabilidade de lesão ou morte em caso de acidente. O equipamento é obrigatório nos ônibus rodoviários. A Resolução 643 da ANTT manda que as empresas de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros informem os passageiros sobre essa obrigatoriedade antes do início da viagem.

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Apesar da lei, estudos da própria ANTT revelam que apenas 2% dos passageiros têm o hábito de afivelar o cinto durante as viagens de ônibus. Por isso, a agência entrou o ano de 2017 lançando uma campanha de segurança no trânsito.

Cinto de três pontos não colou

Vale lembrar que o cinto exigido nos ônibus ainda é o de dois pontos e não o de três, a exemplo do que ocorre nos automóveis. Um projeto de lei de 2012, de autoria do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), tentou incluir entre os equipamentos obrigatórios em ônibus o cinto de segurança de três pontos, mais seguro do que o abdominal, mas foi arquivado pela Câmara Federal em 2015.

O projeto de lei 4254/12 foi rejeitado por “inviabilidade técnica”. “A ancoragem superior dos cintos de segurança de três pontos é feita na estrutura das colunas laterais dos veículos. Ocorre que, nos assentos dos ônibus de passageiros, não há colunas suficientes para ancorar todos os cintos de segurança na posição lateral superior”, explicou o relator da proposta, deputado Marcelo Matos (PDT-RJ).

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Ou seja, seriam necessárias mudanças estruturais no veículo. A medida causaria um forte impacto na indústria de ônibus, que seria repassado pelo aumento de tarifas. Imagine, então, o que aconteceria se o cinto de segurança fosse obrigatório nos ônibus urbanos.

Hoje, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o cinto é equipamento obrigatório, “com exceção dos veículos destinados ao transporte de passageiros em percursos em que seja permitido viajar em pé”. #transito