Um vídeo que circula na internet mostra o quanto as áreas dominadas pelo tráfico de drogas estão potentemente preparadas para enfrentar a polícia. Armas de intenso poder de destruição estão na mão de soldados do #Crime.

Pelas imagens, filmadas a partir do celular de um dos bandidos, a impressão é que se trata de uma trincheira na Síria ou em outro local em conflito no mundo. Mas as cenas são produto de uma realidade bem mais próxima: morros do Rio de Janeiro, em poder de criminosos.

Conforme o vídeo que circula em páginas policiais no Facebook, uma das armas que aparece no colo de um bandido sentado é uma metralhadora antiaérea .30 mm.

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A arma é usada para perfurar aço e para abater aeronaves.

No material um jovem, aparentando não ter mais do que 25 anos, mexe no celular despreocupadamente, enquanto apoia a metralhadora nas pernas. O bandido que registra as cenas volta a câmera para si próprio e foca outra arma de potente calibre em suas mãos.

Já faz tempo que o crime organizado consegue ter acesso a esse tipo de arsenal pesado, usado também por quadrilhas especializadas em assalto de carros-fortes.

Cenas como essa reforçam ainda mais a necessidade de uma completa reestruturação das forças de seguranças nos estados e também nas fronteiras do País, por onde esse material bélico chega.

Mas, para além disso, o problema deve ser encarado globalmente, de forma transnacional. Especialistas em segurança estimam que o comércio ilegal de armas movimenta mais de 290 bilhões de dólares por ano no mundo.

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Aqueles que distribuem esse aparato mortal estão muito bem organizados para burlar os mecanismos frágeis de patrulhamento e fiscalização das fronteiras.

No ano passado, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, hoje licenciado, anunciou a criação de núcleos de combate ao tráfico de armas e de drogas nas fronteiras do País.

Cinco estados seriam contemplados com unidades permanentes de inteligência e operações para combater a entrada desse material ilegal: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, além do Mato Grosso do Sul, num primeiro momento. A ideia é expandir o programa para todos os estados fronteiriços.

#Casos de polícia