[AVISO: O conteúdo da notícia pode não ser adequado para alguns leitores; contém detalhes de #Violência sexual.]

Preso na madrugada de quinta-feira, 16 de fevereiro, na Baixada Fluminense, um homem de 52 anos é suspeito de ter estuprado a própria neta, de apenas 7 meses. O bebê morreu na noite anterior, depois de dar entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas uma nota da Polícia Civil apontou uma pneumonia como causa da morte, e não os ferimentos decorrentes do abuso.

Ao detectar uma ferida no ânus da criança, a unidade entrou em contato com a delegacia distrital para comunicar o ocorrido. Segundo o laudo pericial, foi constatada uma lesão grave, incluindo rompimento do local, o que indica que o bebê havia sido penetrado.

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De acordo com o delegado da 58ª Delegacia Policial, Adriano Firmo França, a mãe da criança revelou que havia sido abusada pelo próprio pai aos 12 anos de idade. O suspeito foi apreendido em sua casa, no bairro Rancho Novo, e confessou o #Crime contra a filha, mas negou o #Estupro da neta. Com a comprovação de que ele estava com o bebê na noite de quarta-feira e o laudo médico que confirma as lesões, o homem foi autuado, em flagrante, por estupro de vulnerável.

No depoimento em que confirmou ter estuprado a filha quando criança, o abusador chegou a dizer que ficava excitado quando via a garota mantendo relações sexuais com o namorado e que por isso a violentou.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir de dados coletados pela saúde pública e divulgada em 2014 revelou que 70% das vítimas de estupro no Brasil são crianças e adolescentes e, na maior parte dos casos, o perpetrador é alguém conhecido.

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24,1% dos homens que abusam de crianças são seus próprios pais ou padrastos.

De acordo com o 10º Anuário de Segurança Pública, publicado em 2016, foram registrado 45.460 estupros no país no ano de 2015, 10% a menos que em 2014. Apesar da diminuição a realidade ainda é bastante assustadora: a média é de 125 casos por dia.