Por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, o ex-goleiro #Bruno Fernandes deixou a prisão e voltou a frequentar as ruas após quase sete anos detido. Ele aguardará em liberdade o julgamento dos recursos e voltará a ser preso se a pena for mantida – descontados os anos em que já cumpriu o prazo.

Em março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado após o sumiço de Eliza Samúdio, sua ex-namorada. Embora dada como morta, ela nunca teve o corpo encontrado. Na primeira entrevista fora da cadeira, o goleiro defendeu a decisão da STF e soltou uma frase no mínimo polêmica.“Independente do tempo que eu fiquei preso lá.

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Queria deixar bem claro que, mesmo que eu ficasse mais, e se até tivesse prisão perpétua no Brasil, ficar aqui não iria trazer a vítima de volta”, afirmou o jogador em entrevista à Globo Minas.

Na fala, ele faz alusão à ex-companheira Eliza Samúdio, com quem teve um filho. Em 2010, aos 25 anos, Eliza desapareceu e nunca mais foi encontrada.

Na interpretação do ministro Marco Aurélio Mello, responsável por emitir o habeas corpus ao ex-goleiro, havia excesso de prazo no cumprimento da pena dessa prisão e portanto Bruno está apto a aguardar em liberdade o julgamento dos recursos. O ex-jogador do Flamengo disse que encara como um “aprendizado” tudo o que aconteceu e passou na cadeia.

“Eu paguei, e não foi nada fácil. Paguei bem caro por tudo aquilo que aconteceu. Mas não acho que apagaria nada.

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Isso serve para mim como uma experiência, um aprendizado, não diria uma punição não”, falou o goleiro.

Ainda que agora esteja em liberdade, Bruno ainda deve compromissos importantes perante à justiça. Ele deve ter um endereço fixo devidamente informado e “postura adequada a quem está se reinserindo à sociedade”. A advogada que representa a mãe de Eliza Samúdio, Sônia, disse que sua cliente ficou bastante tensa com a notícia da liberação do goleiro.

Bruno deixou a prisão que estava, a Apac, em Minas Gerais, por volta das 19h40 desta sexta-feira. Ele estava acompanhando do seu advogado e de sua esposa, Ingrid Calheiros. Sem falar com os jornalistas que o aguardavam, Bruno cumprimentou algumas pessoas e deixou o local em um carro que já estava no seu aguardo.

Nas redes sociais e entre as críticas da imprensa, a análise geral é de que Bruno deveria seguir preso e cumpriu muito pouco a punição após participar do desaparecimento de Eliza Samúdio. Mesmo ciente do “clamor social” observado na internet e nas ruas, o ministro Marco Aurélio ressaltou que isto não pode jamais ser colocado à frente das chamadas “garantias individuais”.

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O fato de ser réu primário e ter tido bons antecedentes enquanto preso ajudaram Bruno a ganhar o habeas corpus neste momento.

Bruno Fernandes, que teve passagens por Corinthians e Atlético-MG, fez seu nome no futebol jogando pelo Flamengo, clube pelo qual era ídolo e titular absoluto no período em que o crime envolvendo Eliza Samúdio aconteceu – isto em julho de 2010. Por mais de uma ocasião, Bruno afirmou que pretende voltar ao futebol. #Eliza Samudio