Uma matéria que foi exibida esta terça-feira (31), pelo Jornal Nacional, mostrou com exclusividade, a cela em que o empresário Eike Batista, está preso desde segunda-feira (30), na Cadeia Pública Bandeira Stampa, no pavilhão do Bangu 9, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Nas imagens exibidas no Jornal, mostram que a cela em que o empresário está tem um televisor e um ventilador. No ambiente com o Eike estão outros dois presos envolvidos no Lava-Jato, que também foram presos na Operação Eficiência (operação que prendeu Eike). O empresário ficou na cama de cima de um beliche, nas imagens mostraram em cima da cama do empresário, uma garrafinha de água mineral, sacos com roupas, uma bíblia e um travesseiro.

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Juntos com o empresário na cela estão: Álvaro José Galliez Novis, que é apontado na investigação como uma peça muito importante na quadrilha de lavagem de dinheiro, que era comandada pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e Wagner Jordão Garcia que também pertence à quadrilha e exercia o “cargo” de um dos operadores financeiros do esquema.

Outra imagem mostra o almoço servido para os detentos que foi: arroz, feijão, salsicha e farofa.

O empresário prestou depoimento na sede da Polícia Federal ás 13h30min. O empresário apareceu em companhia dos policiais, e estava com a cabeça raspada, calça jeans e camiseta branca.

Eike Batista só deixou a sede da PF a noite, ele prestou depoimento durante quatro horas. O empresário foi ouvido pela primeira vez dez que foi detido nesta segunda-feira (30), pelos delegados e procuradores da força-tarefa do Lava-Jato.

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O teor do depoimento ainda não foi divulgado pela polícia.

Após terminar o depoimento o empresário foi encaminhado de volta ao presídio.

Defesa de Eike Batista

O esperado para este depoimento do empresário era que ele contasse aos oficiais mais detalhes sobre o esquema de propina liderado pela quadrilha de Sérgio Cabral. Ou negociasse uma delação premiada.

No entanto o advogado de defesa de Eike Batista, Fernando Martins, descartou a possibilidade de delação, ele afirmou: “A princípio, não há possibilidade de delação”.

Dentro do avião em que voltava para o Brasil, o empresário contou ao repórter da Rede Globo que estaria voltando justamente para contar tudo que sabia.

A defesa de Eike aguarda a decisão de um pedido de habeas corpus, feito desde a prisão do empresário que aconteceu nesta segunda-feira.

#Crime #Investigação Criminal