Hoje completa 7 dias do caos público no estado do Espírito Santo, que continua sem policiais nas ruas. Uma onda de crimes que já alcançou 121 assassinatos até às 10h dessa sexta-feira (10), segundo informações obtidas junto ao sindicato dos policiais Civis do Estado do Espírito Santo (Sindipol). A Secretaria de Estado da Segurança Pública não divulgou nenhum número de homicídios desde e o início do caos no último sábado (4).

Nesta madrugada de sexta-feira, as esposas dos PMs não conseguiram chegar a nenhum tipo de acordo com o governo do Espírito Santo e continuam bloqueando os portões dos batalhões de todo o estado assim inviabilizando a saída dos Policiais Militares para as ruas exercerem seus trabalhos.

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Foram enviados ao Espírito Santo, 1.700 homens das Forças Armadas e Nacional que estão fazendo a segurança nas ruas, segundo informações do Exército até esse final de semana serão um total de 3000 homens nas ruas do Espírito Santo.

A Federação do Comércio veio a atualizar os prejuízos causados pelo caos da segurança pública no estado. Até hoje sexta-feira (10) o prejuízo com o comércio fechado desde segunda (06) foi de R$ 300 milhões. Até o momento aproximadamente são 300 lojas saqueadas em todo o estado, sendo 200 somente na Grande Vitória. Segundo José Lino Sepulcri presidente da Federação, pelo menos 20% das lojas abriram nesta sexta-feira (10) em toda Grande Vitória.

Desde que quando os Polícias Militares se retiraram das ruas do ES, a DFRV (Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos) de Vitória informou que foram mais de 170 veículos furtados.

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Somente na segunda-feira (6), foram registradas mais de 200 boletins de ocorrência na delegacia. Hoje sexta-feira, o comando da Polícia Civil tem uma megaoperação para recuperação de carros furtados.

Hoje vários estabelecimentos estão fechados, além de escolas, postos de saúdes e coletivos estarem sem funcionamento em toda Grande Vitória e em diversas regiões do estado. A manifestação começou com familiares dos policiais pedindo aumento de salário que já não ocorre há sete anos, e também por melhorias nas condições precárias de trabalho. #Política #Espirito Santo #Casos de polícia