Um consumidor que encontrou fezes de rato no biscoito chamado "Presuntinho" da marca Piraquê, muito popular em todo o Brasil receberá indenização. O homem que encontrou o "corpo estranho" no produto afirma que não foi a primeira vez que aconteceu com ele. Como constam nos autos do processo, o homem já havia ingerido o produto e ficado doente em outra oportunidade. Na segunda vez, o cliente decidiu ingressar com ação na justiça.

O Instituto Carlos Éboli confirmou em seu laudo a presença das fezes do animal e, baseado na informação técnica, houve a decisão judicial dos desembargadores da 27ª Câmara Cível Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro favorável ao consumidor.

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A empresa em sua defesa, no processo, disse que o cliente não chegou a comprovar a contaminação, nem que o produto tenha sido contaminado depois de aberto e nem mesmo que a doença tenha sido causada pela ingestão dos biscoitinhos.

Já a desembargadora Mônica Feldman de Mattos, que relatou o processo, escreveu na decisão que o simples fato de ser comprovada a contaminação do produto já foi suficiente para demonstrar que seu consumo era impróprio e que causaria a sensação de nojo e repugnância. Dessa forma, há a quebra de confiança na relação entre o consumidor e a empresa/produto adquirido, sendo procedente a indenização.

O consumidor chegou a pedir na ação R$ 2 de devolução pelo produto comprado e não consumido, mas a Justiça não encontrou os recibos e não concedeu o pedido.

A indenização concedida pela justiça foi de R$ 5 mil por danos morais.

A Piraquê não se conforma com a condenação, já que a perícia do instituto foi feita no saco aberto.

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Para a empresa, com essa situação, jamais poderia comprovar contaminação na produção. Ainda, assim, a contaminação poderia ter ocorrido no ponto de venda ou mesmo na casa do consumidor.

A empresa ouvida pelo jornal Extra! ainda ressalta que adota padrões de qualidade que são inquestionáveis e utiliza-se de certificações internacionais em sua indústria. A Piraquê continua sua defesa ao jornal garantindo que a contaminação não ocorreu em sua indústria e que irá recorrer da decisão na Justiça.

O diretor de Marketing da empresa, Alexandre Colombo, finalizou a entrevista dizendo que não há contato manual no processo desde a massa ao empacotamento, que o ambiente é esterilizado conforme padrões internacionais e que a Piraquê preza sobretudo pela qualidade.

#Economia #biscoito #fezes de rato