Por ter bloqueado o celular da madrasta, uma criança de 11 anos foi torturada no último domingo (5), no bairro Vila das Flores, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a #Polícia Militar, a vítima foi encontrada atrás da porta ajoelhada sobre grãos de feijão e não conseguia nem se levantar devido ao castigo.

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O pai da criança, de 31 anos, e a madrasta foram encaminhados a 3ª Delegacia de Betim pelos militares que atenderam a ocorrência. Os policiais chegaram à vítima após serem abordados por moradores locais que denunciaram o caso de tortura no bairro.

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Segundo a PM, o garoto ainda se queixava de muita fome e precisou do auxílio dos policiais para se levantar do local onde foi encontrado.

O pai e a madrasta da vítima foram encaminhados à delegacia para prestarem depoimento, mas foram liberados em seguida. De acordo com informações do portal Terra, o delegado de plantão não encontrou evidências que configurassem o flagrante do casal mesmo após confissão da mulher que confirmou o motivo da punição.

A criança foi encaminhada para o Conselho Tutelar da cidade. A Polícia Civil aguarda resultado dos exames de corpo de delito feito no IML pelo menino para então confirmar se os responsáveis cometeram os crimes de maus tratos e tortura.

Caso de tortura no Mato Grosso do Sul

Uma idosa de 61 anos teve sua liberdade provisória cassada pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul que havia sido concedida após ser acusada de torturar seu neto adotivo de apenas 4 anos em rituais de magia negra no ano passado..

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Cleidir Vargas Miranda ficou presa por quase seis meses em agosto de 2016. Ela foi detida junto com sua filha, o marido e os primos por ter participado das sessões de tortura contra o menino. O #Crime foi descoberto após uma visita surpresa da equipe do abrigo onde a criança vivia antes de ser adotada pela filha da idosa.

De acordo com informações do portal G1, a criança foi internada na Santa Casa de Campo Grande com fratura em um dos braços, ferimentos nos olhos e saco escrotal e queimaduras no rosto. O caso foi denunciado à Justiça pelo hospital.

Durante sessão realizada no final de janeiro deste ano, a 3ª Câmara Criminal do TJ-MS, acolheu por unanimidade o decreto de prisão preventiva de Cleidir, cumprida poucos dias após a decisão.

O processo de cassação, que ainda não foi julgado, aguarda apreciação do juiz responsável e o encaminhamento de um laudo pericial que deverão ser enviados à Justiça. #crianças