No último dia 3, familiares e amigos de policiais militares do Espírito Santo se reuniram em frente aos batalhões espalhados pelo estado em protesto impedindo a saída das viaturas e, dessa forma, dando inicio a paralização dos serviços da categoria. A "greve", considerada ilegal pelo secretário de segurança do Estado, André Garcia, tem por objetivo reivindicar melhorias nas condições de serviço e aumento do salário da classe.

Com a ausência dos mesmos nas ruas, foi instaurado um verdadeiro caos nas cidades do estado. Desde a madrugada do último sábado já foram registrados centenas de roubos e dezenas de mortes. Com insegurança e medo, a população não tem saído de casa, os comércios em sua maioria estão fechados e as aulas foram suspensas.

Publicidade
Publicidade

Para tentar apaziguar a insegurança e violência, o governador em exercício, César Colnago, solicitou ao Governo Federal que enviasse tropas do exército. O pedido foi atendido e as mesmas já estão atuando nas principais cidades do estado, no entanto, o clima ainda é de medo e tensão.

Mortes

Dados atualizados pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol) confirmam que houve 120 mortes entre a madrugada do dia 4 e o início desta sexta-feira. Este número compromete os serviços do IML (Instituto Médico Legal) que está trabalhando com o dobro do número de funcionários.

Roubos

Já foram registrados mais de 200 furtos e roubos neste período somente na Grande Vitória. Os comércios são os grandes alvos neste momento. Estima-se que o prejuízo dos comerciantes é de mais de 4,5 milhões de reais.

Publicidade

Volta às aulas

A volta às aulas na Grande Vitória, que estava prevista para a segunda-feira (6), foi suspensa. Algumas instituições federais também não entraram em funcionamento no dia previsto, estendendo o prazo para a entrega da documentação dos selecionados no Sisu.

Reação da população

Em Guarapari, cidade da Grande Vitória, a população foi para a frente do batalhão pedir a retirada dos manifestantes que impedem a saída das viaturas.

Policiais presos

Após passar quase 11 horas reunido com as mulheres dos policiais e não ter retorno positivo para o fim da greve, o Governo do Espírito Santo decidiu tomar medidas rigorosas, uma delas, é a prisão administrativa de 703 policiais por crime de revolta, que é um motim feito por PMs armados. #Espirito Santo #Mídia #Crise