O Espírito Santo vive dias de intensa sensação de insegurança, principalmente na capital Vitória. Desde a última sexta-feira, a Polícia Militar não sai às ruas e a população depende apenas das forças federais, exército e Polícia Civil, que, em número reduzido, não estão dando conta de diminuir o aumento da criminalidade nas ruas. Após mais uma reunião sem acordo na madrugada desta sexta-feira (10), o Secretário Estadual de Recursos Humanos, Júlio Pompeu, anunciou que, a partir de agora, as negociações ficam a cargo das forças armadas, que agirão para garantir a ordem e o cumprimento da lei. Desde o início da greve da PM, mais de 120 assassinatos foram registrados em todo o estado.

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Em entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta-feira, André Garcia, Secretário de Segurança do ES, garantiu que ao menos 703 policiais militares serão indiciados pelos mais diferentes crimes cometidos durante a paralisação, dentre eles crimes militares. Ainda, segundo o secretário, se condenados a mais de dois anos de reclusão, esses militares serão exonerados da corporação, deixando assim o efetivo ainda mais defasado do que já se encontra. Também presente na entrevista, o Comandante Geral da PMES, Coronel Nylton Rodrigues, afirmou que todos os indicados são praças (soldados, cabos e sargentos) que serão punidos com rigor. Além de serem presos, esses militares também podem sofrer outros tipos de sanções, como ter o ponto dos dias não trabalhados cortados.

Segundo o secretário, se um número considerável de militares forem expulsos da corporação, será aberto edital para a realização de um novo concurso público para o preenchimento dessas vagas.

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Mesmo que apenas praças devam ser exonerados, a PM estadual também enfrenta déficit no número de oficiais (aspirantes, tenentes, capitão, major, tenente-coronel e coronel) e com isso, também existe a possibilidade da abertura de vagas para oficiais em paralelo com o de praças.

Ainda, segundo o secretário, em respeito a lei fiscal, o estado não poderá conceder aumento para nenhum servidor no momento. #Espirito Santo #Crise #Casos de polícia