O que era para ser apenas uma cesárea, termina com a morte da jovem Eduarda Geovana Kachimarski, 22 anos no hospital municipal de Nova Odessa. Após passar por uma cesárea no último dia 23 de janeiro, dois dias depois, a costureira começou a sentir fortes dores e inchaço na região abdominal. Segundo a tia da vitima, os médicos acreditavam que a jovem estava sofrendo de depressão pós-parto. Foi submetida a exames de ultrassom mas não encontraram nada, segundo o irmão de Eduarda.

Piora do caso e transferência

No início dessa semana, o quadro clínico de Eduarda piorou e com a mudança da assistência médica, foi transferida para outra cidade, Sumaré.

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Lá, foi submetida a nova cirurgia e foi encontrado no abdomen da jovem 30 cm de gaze, o que causou infecção generalizada. A jovem foi sepultada na sexta-feira (3) e sua filha, que nasceu, passa bem.

Investigação

Foi instaurada sindicância para investigação do caso pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Segundo o Conselho, o mesmo hospital tem quatro casos de investigação de ocorrências de erros médicos acontecidos no ano de 2016. No âmbito criminal, há a possibilidade dos responsáveis serem indiciados por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), na condição de #negligência e ainda crime de negligência médica. Penas muito brandas para casos graves como este.

Número de casos assustam

Segundo uma reportagem de VEJA, publicada no ano passado, os casos de erros médicos ocorridos no Brasil assustam.

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Erros médicos matam mais do que o câncer e a cada 3 minutos morrem em média dois pacientes. As "falhas" médicas, chamadas de eventos adversos, ocorrem desde erros em dosagem de medicação até o uso incorreto de equipamentos e infecção hospitalar. Ainda segundo a OMS (Organizaçao Mundial de Saúde) ir ao hospital é mais arriscado do que voar de avião. Fora as vidas ceifadas pelos erros médicos, há grande ônus aos cofres públicos e consumidos dos planos de saúde privados, o valor que pode chegar a quase 15 bilhões de reais, segundo o estudo apresentado, tendo como base o ano de 2015. Ou seja: com o devido respeito que a classe médica precisa, eles não são tão deuses infalíveis assim. Como muitos se acham. #erromedico