Nesta terça-feira, 14, será publicado no diário oficial do estado do Espírito Santo os primeiros inquéritos que envolvem membros da corporação militar da PM-ES, que tiveram envolvimento com a paralisação dos trabalhos prestados a população local, que teve início no último dia 3. De acordo com matéria feita pelo G1, serão 161 inquéritos instaurados, que podem gerar a demissão desses policiais militares.

Apesar de parecer um número grande, a possibilidade de 161 policiais demitidos, isso é só o começo de uma investigação que abrangerá um número pelo menos 4 vezes maior de policiais, chegando ao total de 703 militares investigados, que, se forem condenados, poderão pegar 8 anos de prisão e, na pior das hipóteses, a pena pode ser de 20 anos.

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O desenrolar das investigações e autoridades responsáveis

A corregedoria está encarregada de apurar os fatos e dar encaminhamento dos inquéritos ao Juízo de Direito da Vara de Auditoria Militar, que, por sua vez, deve enviar o processo para a Promotoria de Justiça junto a vara de Auditoria Militar. Conforme o Ministério Público Estadual, cada inquérito será avaliado cuidadosamente e um promotor irá decidir se os policiais vão enfrentar uma ação penal ou se irá arquivar os casos.

Ainda segundo o #Governo do estado, todo processo de demissão tem um prazo de início de 30 dias para serem finalizados. Terão publicados os inquéritos de dois tenentes coronéis, um capitão que se encontra na reserva remunerada, e de um major, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública.

Além dos oficiais citados a cima, ainda será publicado no diário a abertura do "Procedimento Administrativo Disciplinar" para todos os soldados da PM que tiverem menos de 10 anos de serviço na corporação militar, e do "Conselho de Disciplina" para os que já têm mais de 10 anos de efetivo serviço na corporação.

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A informação de que 703 polícias militares do estado serão indiciados pelo crime de revolta foi dada pelo Secretário de Segurança Pública, André Garcia, que ainda ressalta que os policiais não irão receber pelo tempo que ficaram parados.

Caso os policiais sejam condenados pelo crime de revolta, serão imediatamente expulsos da Polícia Militar, segundo informação dada pelo Comandante Geral da PM, em uma entrevista oferecida a imprensa. #Casos de polícia