Crianças voltaram à escola, transportes públicos começaram a operar novamente e hospitais reabriram nesta segunda-feira (13), depois que o Espírito Santo foi paralisado por um protesto realizado por familiares que impediam os policiais de trabalhar. Com o comércio e fábricas também reabertas, muitas pessoas voltaram a trabalhar no horário da manhã. Na capital do estado, Vitória, pessoas foram vistas correndo para pegar os ônibus. O ministro da Defesa havia descrito Vitória como uma cidade fantasma no início da semana.

O retorno à normalidade aconteceu depois que centenas de policiais decidiram voltar ao trabalho, mas os protestos liderados por seus amigos e parentes continuam na frente dos quarteis em todo o estado.

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Os manifestantes estão exigindo salários mais elevados para os policiais, que, por lei, não podem fazer greve. Os oficiais afirmaram que os protestos mantiveram-nos confinados a seus quartéis, impedindo que os veículos saíssem, paralisando-os à 'força' por mais de uma semana.

O resultado dessa 'greve branca' foi uma onda muito grande de violência no #Espirito Santo: ônibus foram incendiados, lojas foram saqueadas, e o sindicato que representa a Polícia Civil disse que 146 pessoas foram mortas desde que os protestos começaram há 10 dias. Em meio à insegurança, muitos serviços do estado foram suspensos, e mais de 3.000 tropas federais foram chamadas para manter a paz.

Nesta segunda-feira o Departamento de Segurança Pública disse que quase 1.200 soldados estavam de plantão, um pouco menos do que um dia antes.

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Existem mais de 10.000 policiais militares no estado.

As escolas públicas que fecharam na semana passada foram reabertas nesta segunda-feira. O governo do estado do Espírito Santo disse em um comunicado que o transporte público em Vitoria estava operando quase normalmente, e centros de saúde também foram reabertos.

Declaração do presidente

Hoje, em uma coletiva de imprensa, o presidente, Michel #Temer chamou essa paralisação da polícia de "uma insurgência contra a Constituição". As autoridades ameaçam processar os oficiais que não responderam aos apelos para retornar ao trabalho. Temer também disse que sua administração vai elaborar um projeto de lei para regular as greves no Brasil. #Casos de polícia