O Espírito Santo amanheceu em estado de alerta, com a maioria da população com medo de sair de casa. Com a paralisação dos policiais militares iniciada na sexta, 3 de fevereiro, a crise chegou ao seu ápice na noite deste domingo (5), com vândalos e bandidos tomando conta das ruas.

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, 6, o secretário de Segurança Pública do Estado, André Garcia, anunciou a troca de comando da Polícia Militar do Espírito Santo e as tratativas finais, junto ao Governo Federal, para o envio da Força Nacional e das Forças Armadas para o estado com o intuito de reforçar o policiamento nas ruas das cidades do Espírito Santo.

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O secretário enfatizou a situação delicada da segurança no Estado: "Temos que ser transparentes. Estamos passando por uma situação muito difícil por conta de uma situação que, supostamente foi iniciada por familiares de parentes. Estamos vivendo um aquartelamento branco da Polícia Militar", enfatizou Garcia.

Segundo André Garcia, uma decisão judicial saiu na noite deste domingo determinando a desobstrução da saída de batalhões e quartéis da PM. O secretário fez um apelo às famílias que estão participando do movimento: "Peço que as mulheres e famílias que estão nas portas dos quartéis entendam e respeitem a decisão judicial, voltem para suas casas, e compreendam a necessidade da polícia voltar para a rua. A agenda de negociação vai seguir mais para frente, mas nós precisamos garantir segurança antes de qualquer coisa".

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Recorde de violência

A paralisação da Polícia Militar nos últimos dias já reflete no número de mortos. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol), o Estado já tem recorde de homicídios. Foram registrados, do último sábado (4) até a manhã desta segunda-feira, 51 mortes - sendo 27 desde a meia-noite de hoje.

Desde o início do movimento no Estado, que começou sexta, dia 03, a situação foi se agravando com a adesão dos demais municípios. Em todo o Estado aconteceram depredações de patrimônios público e privados, assaltos, tiroteios e arrastões. Além dos fatos registrados, uma onda de boatos pela internet aumentou o medo da população, que trocou informações pelas principais redes durante toda a madrugada desta segunda.

Entenda

O pânico se instaurou entre os capixabas na noite deste domingo e madrugada de segunda-feira, com o registro de arrastões, assaltos, depredações e muitos disparos de armas de fogo.

A Polícia Militar paralisou suas atividades nas ruas das cidades do ES desde a manhã de sexta-feira, 3, no Batalhão do Bairro Feu Rosa, município da Serra, no ES, quando familiares dos policiais militares acamparam em frente às portas dos batalhões e companhias, impedindo a saída dos PMs. O movimento, chamado de “A Marcha das Esposas”, foi se espalhando por todo o Estado.

#Espirito Santo #Casos de polícia