O tráfico internacional de pessoas pode acontecer por diversos motivos, seja ele para prostituição, venda de órgãos ou adoção ilegal. Esses são as três principais situações em que pessoas são comercializadas por traficantes, sendo a prostituição mais comum entre os tipos de crime de tráfico internacional de pessoas.

As vítimas recebem promessas de uma vida melhor que em seu país, além de trabalho e estabilidade financeira. Esses benefícios são o chamariz suficiente para iludir pessoas que buscam uma vida mais plena em outro lugar. Países considerados em desenvolvimento, como o Brasil, são os maiores alvos desses criminosos.

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Na última quarta-feira (15) às autoridades policias do Maranhão conseguiram desmantelar uma quadrilha que chegou a traficar 150 mulheres para a Europa. Os criminosos agiam na itália e na Eslovênia, onde as garotas trabalhavam fazendo programas.

A sede do esquema da quadrilha ficava em Fortaleza (CE), onde foram cumpridos 13 mandados de apreensão. As autoridades conseguiram prender Vito Camernik e Tìne Mòtoh de origem eslovena. Além dos dois estrangeiros, foram presos os italianos Flávio Frúgis, Marco Paolo Villa e Pasquale Ferrante.

As autoridades brasileiras agiram em cooperação com o Serviço Internacional de Cooperação da Polícia, que conseguiu deter outras pessoas envolvidas na Itália e na Eslovênia. Segunda reportagem divulgada na Rede Record, em apenas um dia a quadrilha chegou a movimentar um milhão de reais, através de remessas de dinheiro vindas da Europa direto para a conta dos criminosos no Brasil.

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Na Itália foram presas três mulheres, acusadas de participar do processo de recrutação de jovens no Brasil. Entre as criminosas presas na itália, está Carla Sueli Freitas, que atuava na quadrilha em solo europeu. A dançarina trabalhava para o empresário, Silvanno Salles, e também dançava em festas particulares do cantor Léo Santanna no Brasil, antes de entrar no esquema de tráfico internacional de pessoas.

A pena para os envolvidos pode chegar até a 25 anos de reclusão, se condenados por tráfico internacional de pessoas. A Polícia Federal batizou a operação com o nome de Marguerita, uma comparação ao nome de uma das casas noturnas em que as mulheres traficadas trabalhavam fazendo programas para europeus.

#Crime #Casos de polícia